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	<description>Pense.</description>
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		<title>Delirando além da imaginação</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das experiências mais estranhas da minha vida ocorreu em 1993, quando fui morar no Canadá pela primeira vez. Antes de começar a faculdade, passei um verão trabalhando num acampamento infantil, ajudando na manutenção e na limpeza do lugar. Havia vários outros jovens lá também, ajudando como monitores, e consequentemente estávamos sempre imersos nos dramas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1117" title="The Twilight Zone" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2010/07/the-twilight-zone-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Uma das experiências mais estranhas da minha vida ocorreu em 1993, quando fui morar no Canadá pela primeira vez. Antes de começar a faculdade, passei um verão trabalhando num acampamento infantil, ajudando na manutenção e na limpeza do lugar. Havia vários outros jovens lá também, ajudando como monitores, e consequentemente estávamos sempre imersos nos dramas que acompanham o final da adolescência, procurando respostas para questões importantíssimas de impacto global: quem gostava de quem, porque gostava dele/a e se era só empolgação ou se a coisa era séria.</p>
<p>No meio deste ambiente pouco familiar, e ainda tentando me adaptar a uma cultura bem diferente daquela na qual eu havia crescido, fui o alvo de uma acusação completamente inesperada: (aparentemente) eu havia chegado para uma das monitoras do acampamento e lhe insultado descaradamente.<span id="more-1114"></span></p>
<p>Como eu nunca havia dirigido a palavra àquela moça, é claro que estranhei a acusação, e fui tirar satisfações. A conversa foi rápida:</p>
<blockquote><p>Eu &#8211; <em>Oi, meu nome é David. Ouvi que fez acusações quanto à minha pessoa, e queria saber porquê.</em></p>
<p>Ela, me fitando com um olhar gelado &#8211; <em>Você sabe muito bem o que fez.</em></p></blockquote>
<p>E foi embora, me deixando só, coçando a cabeça e tentando imaginar por que ela inventaria tal mentira, e por que cargas dágua continuaria agindo conforme a mentira, até comigo! Para mim, uma coisa estava clara: a moça não batia bem. Ou ela:</p>
<ol>
<li>estava mentindo intencionalmente, maliciosamente procurando (por alguma razão) denegrir a minha imagem perante os outros jovens que lá trabalhavam, e estava tão intensamente dedicada à sua causa que nem na minha presença ela se permitiria admitir que estava mentindo, ou ela</li>
<li>realmente acreditava que eu tinha feito o que ela disse que fiz, e estava apenas agindo como alguém que procurava se proteger diante de uma agressão.</li>
</ol>
<p>Tenho algumas razões para crer que a segunda opção é a verdadeira. Primeiro, a história dela era detalhada, continha insultos específicos, não era apenas &#8220;Ele me xingou.&#8221; Segundo, quando fui conversar com ela, o seu semblante realmente me deu a impressão de que ela estava com raiva de mim, se sentindo ofendida por algo que eu lhe havia feito.</p>
<h3>Como explicar isso?</h3>
<p>Presumi que ela estivesse agindo conforme a segunda opção, o que me deixou com outro problema. Estava claro que, se esta opção fosse verdadeira, um de nós estava com sérios problemas na nossa percepção da realidade! Veja bem, ou:</p>
<ol>
<li>eu havia insultado a moça, usando termos específicos (cujos méritos eu não teria condições de averiguar, já que não a conhecia e nunca havia lhe dirigido a palavra), e após ter feito isso havia esquecido completamente do episódio e continuado a viver como se nada tivesse acontecido, ou</li>
<li>ela havia criado na sua mente a percepção de tal episódio, ou por meio de um sonho deveras vívido ou por causa de um delírio psicopatológico, e aceitado esta percepção como realidade, agindo sobre ela como qualquer outra pessoa agiria, tentando se defender de um acusador que não conhecia mas que lhe insultava agressivamente.</li>
</ol>
<p>É claro que creio que o que ocorreu foi, novamente, a segunda opção. E quando chegar no céu, uma das minhas primeiras perguntas pra Deus vai ser &#8220;Que diabos aconteceu ali?&#8221; Mas o que me incomoda mais que zumbido de mosquito é o fato de que até chegar lá, nunca vou saber com 100% de certeza se não fui acometido de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Tourette">síndrome de tourette</a> localizada, seguida por um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Del%C3%ADrio_(ju%C3%ADzo)">delírio</a> temporário…</p>
<p>Vocês já tiveram alguma experiência parecida? Qual a sua experiência mais estranha?</p>
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		<title>Vavá</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 15:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[(Re-publicando um texto meu de 26 de março de 2003, do meu primeiro blog. Um amigo meu me lembrou do texto–eu já havia esquecido–e me trouxe à mente algumas memórias boas.) Estava lendo um e-mail da minha mãe, que no momento está em Recife ajudando os meus avós a se mudarem da casa onde cresci [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1110" title="David em Recife" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2010/07/Scan0017_1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" />(<em>Re-publicando um texto meu de 26 de março de 2003, do meu primeiro blog. Um amigo meu me lembrou do texto–eu já havia esquecido–e me trouxe à mente algumas memórias boas.</em>)</p>
<p>Estava lendo um e-mail da minha mãe, que no momento está em Recife ajudando os meus avós a se mudarem da casa onde cresci para um apartamento (que ainda vão escolher).</p>
<p>É claro que fico um pouco triste por causa da perda do patrimônio, da casa onde tive tantas experiências boas, onde aprendi a subir na jambeira e nas grades, onde joguei futebol, basquete, pingue-pongue, onde tantos Comandos em Ação lutaram bravamente nas batalhas travadas entre meus amigos e eu. Foi lá que aprendi a ler e escrever, antes de ir pra escola (minha mãe me ensinou). Foi lá que aprendi a orar, decorei versos da Bíblia, e pude desfrutar da presença santa de meus avós, que são acima de tudo excelentes exemplos do que é ser um servo de Deus. Também lá pude mexer no meu primeiro computador&#8230;primitivo, mas fascinante. Aprendi a tocar um pouco de piano. Escrevi meus trabalhos de escola, que pareciam tão difíceis (Montezuma e os Aztecas, Tenochtitlán e Hernando Cortez, lembra mãe?) mas que agora seriam feitos em alguns minutos. Fiz fortalezas impenetráveis com os móveis da sala, usando as almofadas como telhado e espiando os &#8220;inimigos&#8221; pelas frestas. Tomei choque na tomada (quando era bem pequeno mesmo), machuquei a mão no fogão, caí muitas vezes e raspei os joelhos, chorei pelas mais variadas e estranhas razões. Lá comi minha primeira tapioca, bolo de laranja, pudim de leite moça, inhame, bolo de rolo (rocambole para os ignorantes), pirulito zorro, chiclete azedinho- doce de morango, feijoada, café com leite, doce de banana, doce de ameixa (cristalizado hum&#8230;), bolacha cream cracker com manteiga&#8230;jambo, jaca, carambola, pitomba, jabuticaba, mamão, melão, laranja, tamarindo&#8230;nossa, é melhor parar porque essa lista não pára nunca.<span id="more-1107"></span></p>
<p>Um dos meus maiores desejos é que eu possa um dia proporcionar um lugar assim, aconchegante, onde os meus filhos possam crescer e criar memórias felizes. Pai (ambos, o celestial e o terreno), se nunca te agradeci por isso, te agradeço agora.</p>
<p>Mas o que me chamou atenção na carta da minha mãe foi a referência que ela fez ao menino que trabalhava lá na nossa casa, quando eu era pequeno. O nome do rapaz era Vavá. Um pouco mais velho do que eu, ele devia ter uns 16 ou 17 anos quando nos mudamos de Recife para Manaus. Durante alguns anos ele teve que me aguentar: seguia o coitado enquanto ele fazia suas tarefas, enquanto limpava o quintal, enquanto comia, enfim, o tempo todo. Fazia perguntas sobre tudo, e o Vavá respondia com paciência. Quando matava uma cobra, me chamava pra ver. Quando tinha jambo na árvore, ele tirava pra mim (nessa época eu ainda era pequeno demais pra subir na jambeira). Mas durante este tempo sempre ficou claro que a nossa amizade não era normal, era uma amizade de filho de patrão e de empregado, como se a situação econômica das nossas respectivas famílias definisse uma linha que não podiamos cruzar como amigos. Nunca gostei dessa linha, sempre vi o Vavá como pessoa e não como empregado, como amigo e não como employee. Claro que ele provavelmente me via como um pirralho insolente que não o deixava em paz, mas nunca deixou isso transparecer, sempre foi muito legal comigo.</p>
<p>Hoje o meu amigo Vavá tem dois empregos: à noite ele trabalha como guarda, e de dia ele junta papel, plástico, vidro, metal, etc., pra vender. Não falo com ele há varios anos. Mas nessa semana ele está lá, ajudando minha mãe a limpar a casa, arrastando o lixo pra fora, se despedindo pela última vez daquela casa onde ele trabalhou durante alguns anos. A linha que nos separava na<br />
minha infância ainda está lá, e eu percebi hoje ao ler o e-mail, pra minha infelicidade, que eu acabei me tornando como todo o resto do mundo, e aceitando aquela linha como se fosse normal, tratando as pessoas conforme minha sociedade diz que devo tratar, isto é, baseado naquilo que elas tem ou não tem. Isso me entristece bastante, pois aquele sentimento que tinha na minha infância já me avisava que isso é completamente errado.</p>
<p>O ser humano não tem o seu valor naquilo que os outros pensam (como escrevi ontem), e muito menos naquilo que ele tem ou não tem. O ser humano tem valor porque é criatura de Deus, feita à sua imagem. O ser humano tem valor porque Deus o criou para estar em relacionamento com Ele, um relacionamento de amor, obediência, carinho, adoração, e crescimento. Nenhuma outra criatura tem esse privilégio ao ponto que o homem tem: de ter a chance de ser resgatado de uma vida de perdição eterna para uma vida de alegria eterna, tudo por esse Deus que ama e que quer estar em relacionamento com o seu povo.</p>
<p>Isso tudo é muito lindo, mas se colocássemos mesmo na prática creio que teriamos que mudar bastante a nossa maneira de tratar as pessoas. Oro pra que isso seja realidade na minha vida, estou cansado de viver dentro dos parâmetros que o mundo colocou ao meu redor, como obstáculos intransponíveis. Vou &#8220;<a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/holanda/heroi.htm">tirar o meu dedo do dique</a>&#8221; e ver o que acontece&#8230;</p>
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		<title>Repúdio público às ações da Polícia Militar em 09.12.2009</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Queremos deixar registrado aqui o nosso repúdio pelas ações da Polícia Militar no Distrito Federal ontem, dia 9 de dezembro de 2009, ao tentarem dispersar a manifestação pedindo o impeachment do Governador José Roberto Arruda (DEM). Ao ver as imagens no vídeo abaixo, temos vergonha de como elas refletirão sobre o nosso amado país, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1093" title="Manifestacao-Brasilia-620" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/12/Manifestacao-Brasilia-620-300x175.jpg" alt="Manifestacao-Brasilia-620" width="300" height="175" />Queremos deixar registrado aqui o nosso repúdio pelas ações da Polícia Militar no Distrito Federal ontem, dia 9 de dezembro de 2009, ao tentarem dispersar a manifestação pedindo o <em>impeachment</em> do Governador José Roberto Arruda (DEM). Ao ver as imagens no vídeo abaixo, temos vergonha de como elas refletirão sobre o nosso amado país, quando mostradas (e serão mostradas) ao redor do mundo. Conforme relatos online, não houve tempo de iniciar qualquer conversa, os PMs já chegaram usando a &#8220;diplomacia por cassetete&#8221; (ou em certos casos, casco de cavalo mesmo).<span id="more-1092"></span></p>
<p>Isto é coisa de ditadura, de república de banana. Tais ações não cabem a um país que se auto-caracteriza de justo e democrático, e traem os objetivos inscritos em nossa bandeira. Usar gás lacrimogênio e spray de pimenta, e atirar com balas de borracha à queima-roupa (inclusive nos próprios repórteres filmando a manifestação) sem no mínimo tentar resolver a situação de forma pacífica é, simplesmente, deplorável.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/GF2omM4WvUY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/GF2omM4WvUY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Burra Misericórdia</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/10/19/burra-misericordia/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 02:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O deus do Velho Testamento é um tirano. É um deus que sente prazer em julgar as pessoas!&#8221; Já escutei esse tipo de comentário muitas vezes, especialmente após algumas pessoas lerem trechos do Velho Testamento como o Salmo 44.2: &#8220;Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;O deus do Velho Testamento é um tirano. É um deus que sente prazer em julgar as pessoas!&#8221;</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1082" title="judge-mean-evil-nasty-bad" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/10/judge-mean-evil-nasty-bad.bmp" alt="judge-mean-evil-nasty-bad" />Já escutei esse tipo de comentário muitas vezes, especialmente após algumas pessoas lerem trechos do Velho Testamento como o Salmo 44.2:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;</em><em>Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar os nossos antepassados.&#8221;</em> (NVI)</p>
</blockquote>
<p>O mundo usa esse tipo de afirmação como desculpa para não aceitar a Bíblia e para viver do jeito que quiser sem uma autoridade acima de sua vida.</p>
<p>Mas no fundo, esse tipo de afirmação é uma hipocrisia gigantesca! Nas frase acima existe um erro crucial que muitos não percebem&#8230;</p>
<p><strong>Essa frase pressupõe que o ato de JULGAR é algo ruim e maldoso. Será mesmo???<span id="more-1073"></span></strong></p>
<p><strong>- BURRA MISERICÓRDIA</strong></p>
<p>Será que julgar é sempre algo ruim e maligno? Olhemos a nossa sociedade atenciosamente e veremos que o julgamento é uma parte essencial da nossa convivência pacífica com o próximo!</p>
<p>Nós precisamos que as nossas cortes julguem os malfeitores. Vou dar um exemplo. Um homem estupra e mata 15 crianças. Aposto com você que não tem ninguém em sã consciÊncia que acharia injusto que esse homem fosse preso, JULGADO e condenado pelos seus atos. Ele deveria passar o resto da vida mofando na cadeia ou, pra quem acredita na pena de morte, ser executado. Se essa pessoa quebrou a lei deve pagar o seu preço, não?</p>
<p>Nesse caso fica aparente que existe um lado bom do julgamento. Aliás, podemos ir além e dizer que sem JULGAMENTO nossa sociedade seria um caos. Não haveria como cumprir as leis, cada um faria o que quisesse e o respeito pela vida do próximo seria quase inexistente. Pedofilia, assassinatos, atrocidades impensáveis e um completo desrespeito pelo próximo reinaria na terra.</p>
<p>Agora é totalmente incoerente concordarmos com o julgamento de um criminoso mas ao mesmo tempo nos revoltarmos contra Deus dizendo que Ele não tem direito nenhum de julgar.</p>
<p>Se formos pensar com carinho, na verdade Deus tem MUITO mais direito de julgar as coisas do que nós. Todos admitimos que cometemos erros, falhamos, somos egoístas e muito raramente enxergamos as situações por completo. No entanto, confiamos nossas vidas nas mãos de juízes e governantes tão falhos como nós! Em contrapartida achamos que Deus, que é perfeito, não comete erros e sabe o que é o melhor para nós, não é capaz nem responsável por nos julgar.</p>
<p>Tudo bem se nós condenarmos um estuprador, mas Deus não pode condená-lo? Seria errado Deus erradicar o mal, mas tudo bem se nós seres humanos nos encarregarmos dessa tarefa?</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1083" title="stupid01" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/10/stupid01.gif" alt="stupid01" width="294" height="220" />Que burrice! Nos rendemos a justiça e julgamento humano, mas não aceitamos o julgamento divíno. Ou seja, esperamos que nossos tribunais e magistrados sejam duros, apliquem a lei com fidelidade e precisão, mas quando falamos de Deus queremos que Ele passe a mão na cabeça do mundo, nos inimigos de seu povo e engula a sua ira pois Ele não deve julgar ou aplicar as suas leis.</p>
<p>Pra mim isso é uma busca por uma misericórdia burra e ilógica. Deus tem suas leis, mas nós queremos que Ele não nos julgue através delas. Simultaneamente afirmamos que somos bons o suficiente para julgar os outros em cima de leis que nós inventamos.</p>
<p>Enxergam a discrepância?</p>
<p>Engraçado quando as pessoas apontam o dedo pra Deus e dizem que Ele não tem direito de julgar. É uma busca inútil por uma burra misericórdia. Uma misericórdia de Deus que é vazia e incoerente.</p>
<p>Vamos parar de colocar expectativas sobre Deus que nós não ousamos nem colocar sobre nós mesmos.</p>
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		<title>Missões em Crise!</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 01:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o tema de dois posts atrás, e reconhecendo que nos últimos tempos temos faltado em produzir conteúdo novo por aqui, mato os dois coelhos com uma postadada só e recomendo esta série de artigos do digníssimo Allen Porto, colega meu no CPAJ e namorado de uma das mulheres mais ferozes do planeta (e ai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1064" title="Crise" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/09/crise-terre-en-lambeaux-300x250.jpg" alt="Crise" width="300" height="250" />Continuando o tema de dois posts atrás, e reconhecendo que nos últimos tempos temos faltado em produzir conteúdo novo por aqui, mato os dois coelhos com uma postadada só e recomendo esta série de artigos do digníssimo Allen Porto, colega meu no CPAJ e namorado de uma das mulheres mais ferozes do planeta (e ai de mim se ela ler isso).</p>
<p>O Allen é graduado em teologia pelo Instituto Superior de Teologia Reformada (INSTER), estudante de Direito, pós-graduado em História da Igreja pela Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITRef), mestrando em Teologia Filosófica pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper &#8211; Mackenzie. É membro da Igreja Batista Renascença, em São Luís &#8211; Maranhão, onde serve junto à equipe pastoral. Além de tudo isso, tem um blog que deveria estar entre as suas assinaturas: <a href="http://allenporto.blogspot.com/">A Bíblia, o Jornal, e a Caneta</a>.</p>
<p>Vou parar de encher a bola do Allen, aqui estão os links para os artigos na série <strong>Missões em Crise</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-0.html">Introdução</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-1.html">O Arminianismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-2.html">O Esquerdismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-o-cientificismo.html">O Cientificismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-4.html">O Anti-Intelectualismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-5.html">A Redução do Evangelho a Questões Sociais</a></li>
</ul>
<p>Não sei se a série terminou ou se ainda vai ser concluída, porém o que já está lá da pra pensar bastante sobre o assunto. Leiam e comentem (lá ou aqui, o Allen está sem muita coisa pra fazer e adora responder comentários &#8212; agora quem vai me matar é ele!).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Proclamando a nossa (in)dependência</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/09/07/proclamando-a-nossa-independencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 01:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[independência]]></category>

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		<description><![CDATA[A pintura é de Pedro Américo, feita em 1888 e orgulhosamente entitulada Independência ou Morte! É uma majestosa lembrança daquele dia onde as tensões decorrentes da tirania continental chegaram ao seu ápice, culminando no brado que deu nome à figura e rompendo até laços familiares. Já passei tantos dias 7 de setembro longe do Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1020" title="Independencia ou Morte - Pedro Américo" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/09/Independencia_ou_Morte_-_Pedro_Americo.jpg" alt="Independencia ou Morte - Pedro Americo" width="550" height="292" /></p>
<p>A pintura é de Pedro Américo, feita em 1888 e orgulhosamente entitulada <em>Independência ou Morte!</em> É uma majestosa lembrança daquele dia onde as tensões decorrentes da tirania continental chegaram ao seu ápice, culminando no brado que deu nome à figura e rompendo até laços familiares.</p>
<p>Já passei tantos dias 7 de setembro longe do Brasil que não me acostumei a celebrá-los. Sempre recebia e-mails com alguma referência ao feriado, mas nunca gastei muito tempo pensando sobre o dia, a celebração do mesmo, ou sobre as idéias que giram em torno do próprio princípio da liberdade que foi proclamada. Pois bem, neste ano, de volta à minha terra, circundado por outras pessoas interessadas em celebrar esta data, pude pensar um pouco sobre o legado que Dom Pedro I nos deixou e as implicações da nossa idéia de <em>independência</em>.<span id="more-1019"></span></p>
<h3>Da independência nacional para o nacionalismo independente</h3>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/E4YiewG4z1Y&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/E4YiewG4z1Y&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Após assistir o discurso do Presidente ontem à noite, olhei um pouco o <a href="http://www.planalto.gov.br/setedesetembro/">site oficial do planalto para as celebrações de hoje</a>. Certas coisas me ocorreram:</p>
<ul>
<li>Não há, no site mencionado acima, nenhum resumo da história da independência do Brasil. Há informações sobre a história da bandeira, do hino, etc. Mas quem não conhece a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_do_Brasil">história da independência</a> em si, se depender do site, vai ficar ignorante mesmo.</li>
<li>Na programação oficial para as celebrações haviam enxertado celebrações quanto ao &#8220;Ano da França no Brasil&#8221;. Quem conhece história sabe que apenas alguns anos antes de declararmos independência, a nossa pátria mãe (Portugal) estava sendo atropelada pelo exército Napoleônico. É irônico (no sentido Alanis) ou não é?</li>
<li>O Presidente Lula falou bastante sobre a riqueza brasileira, não só no <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u440468.shtml">pré-sal</a>, mas elogiando a qualidade de serviço e <em>know-how</em> da própria <a href="http://www.petrobras.com">Petrobrás</a>. Se empolgou com a economia e a diminuição do desemprego, mencionou as taxas de juros baixas, e discorreu sobre as melhorias sociais dos últimos anos.</li>
<li>É só no finalzinho do seu pronunciamento que o Presidente fala sobre a independência e sobre o 7 de setembro, dizendo:</li>
</ul>
<blockquote><p>Queridas brasileiras e queridos brasileiros, é tempo de ampliarmos ainda mais a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro. Viva o 7 de setembro!</p></blockquote>
<p>A impressão que ficou, pelo menos para mim, é que a celebração de hoje tem mais a ver com a nação que somos agora do que com o que éramos na época da independência. Na verdade isto faz muito sentido, já que o nosso relacionamento com Portugal é completamente diferente hoje do que era em 1822. Mesmo assim, a mudança de foco é aparente. O estranho é que o Presidente nos chama para tirarmos a independência empoeirada da prateleira e a continuar sendo independentes, reinventando-nos a cada dia, caminhando segura e <em>soberanamente</em> para o futuro. A idéia de independência, ao servir este propósito, vira uma noção geral de falta de controles, falta de compulsões internas ou externas que ajam sobre o nosso país.</p>
<p>Mas é isso mesmo o que queremos? Queremos estar independentes de tudo? Pois, se somos conclamados a ser independentes, mas não fica claro <em>do que</em> precisamos deixar de ser dependentes, essa linha acaba na anarquia total.</p>
<h3>Liberdade e soberania/autonomia não são equivalentes</h3>
<p>Tive o grande prazer de participar, na semana passada, do módulo <em>A Sina da Liberdade na Filosofia Moderna</em> do <a href="http://www.mackenzie.br/teologia.html">CPAJ</a>, lecionado pelo Dr. Davi Charles Gomes. No decorrer das aulas examinamos como a idéia da liberdade foi se transformando ao longo dos anos à medida que passou por diversas cabeças. A nossa idéia de independência e a sua ligação com a soberania está relacionada à idéia iluminista (racionalista) da liberdade, que associa liberdade com autonomia, ou seja, a capacidade de ser uma lei para si mesmo (<em>auto</em>=si, <em>nomos</em>=lei), de decidir o que é certo ou errado sozinho. A falta de fatores externos limitantes, ou seja, a <em>independência</em> de qualquer outra pessoa ou sistema na hora de tomar decisões, é que é vista como a verdadeira liberdade. Recomendo a matéria a todos que tiverem interesse no bloco ideológico fundamental sob o qual foi construída toda a nossa política e sociedade ocidental.</p>
<p>A Bíblia nos dá uma definição de liberdade completamente contrária à que está acima:</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-28081">17</sup>Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;<sup id="pt-AA-28082"> 18</sup>e <em>libertos</em> do pecado, fostes feitos servos da justiça.<sup id="pt-AA-28083"> 19</sup>Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois assim como apresentastes os vossos membros como servos da impureza e da iniqüidade para iniqüidade, assim apresentai agora os vossos membros como servos da justiça para santificação. &#8211; <strong>Romanos 6.17-19</strong> (ênfase minha)</p></blockquote>
<p>Ao invés de sermos <em>soberanos</em> ou <em>autônomos</em>, Paulo diz que logo que somos libertos do pecado somos feitos <em>servos</em> da justiça. A idéia de liberdade e independência de Paulo não é uma coisa nebulosa ou sem direção, é claramente liberdade <em>de</em> alguma coisa e <em>para</em> outra coisa. Vemos isso nos versos que seguem:</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-28084">20</sup>Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres em relação à justiça.<sup id="pt-AA-28085"> 21</sup>E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? pois o fim delas é a morte.<sup id="pt-AA-28086"> 22</sup>Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. <sup id="pt-AA-28087">23</sup>Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor. &#8211; <strong>Romanos 6.20-23</strong></p></blockquote>
<p>Normalmente não pensamos em liberdade nestes termos. Estamos acostumados a equiparar a liberdade com a autonomia, a soberania, e a auto-determinação. Compramos a idéia da nossa sociedade, onde vencer na vida e ser <em>livre</em> significa não ter que obedecer a ninguém, traçar os seus próprios caminhos, controlar o seu futuro. Mas olhando estes versos só por cima, já descobrimos tremendas diferenças entre este ideal e a real liberdade que Deus nos dá:</p>
<ul>
<li>É Deus que liberta&#8230;ninguém liberta a si mesmo. (18)</li>
<li>Somos libertos para sermos <em>servos</em> da justiça, (18) <em>servos</em> de Deus (22).</li>
<li>Como servos da justiça, os frutos da servidão ao pecado não contam mais contra nós. (22)</li>
</ul>
<p>O Dia da Independência do Brasil já está quase acabando, mas não consigo matar as perguntas que foram criadas na minha cabeça. Para onde o Brasil estará caminhando, &#8220;soberanamente&#8221;? Talvez possamos fazer alguma diferença nisso se, ao invés de reinvidicarmos a nossa liberdade absoluta e de focalizarmos as nossas energias na nossa <em><strong>in</strong></em>dependência, <strong><em>proclamarmos</em></strong> ao nosso país e aos outros países do mundo a nossa <em><strong>dependência</strong></em> em Deus e a libertação que Ele nos deu. De agora em diante, para mim, o 7 de setembro será o <em>Dia da Dependência</em>. Minha oração é que um dia este seja o reconhecimento do nosso país, também.</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-16458">5</sup>Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.<sup id="pt-AA-16459"> 6</sup>Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.<sup id="pt-AA-16460"> 7</sup>Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.<sup id="pt-AA-16461"> 8</sup>Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos. &#8211; <strong>Provérbios 3.5-8</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Duas Razões Para Não Contribuir Com Missões</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 05:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[(Este é um resumo da palestra que eu dei ao grupo de jovens – OPS – da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, no dia 15 de Agosto de 2009.) Muitas vezes ouvimos missionários falarem sobre o seu trabalho e concluírem com um pequeno incentivo para que os irmãos contribuam com missões (e mais especificamente, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1014" title="nunca" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/08/nunca.jpg" alt="nunca" width="270" height="203" /><em>(Este é um resumo da palestra que eu dei ao grupo de jovens – OPS – da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, no dia 15 de Agosto de 2009.)</em></p>
<p>Muitas vezes ouvimos missionários falarem sobre o seu trabalho e concluírem com um pequeno <em>incentivo</em> para que os irmãos contribuam com missões (e mais especificamente, com a missão dele/a). Nestas ocasiões, às vezes existem alguns argumentos para a contribuição que, penso eu, fazem mal tanto ao reino de Deus quanto aos contribuintes em si.<span id="more-995"></span></p>
<h3>Primeira razão: culpa<strong><br />
</strong></h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1000" title="Sorry" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/08/sorry.jpg" alt="Sorry" width="280" height="266" />O que é a culpa? Todos conhecemos o sentimento, mas algumas pessoas têm dificuldade de descrever o que é ou porque estão sentindo aquilo. Eu a defino da seguinte forma: culpa é o sentimento que lhe domina o coração quando você se compara moralmente a um padrão e descobre que existe uma diferença muito grande entre as duas coisas. Existe, então, apenas <strong>uma</strong> coisa que deve legitimamente criar culpa no seu coração: a constatação de que você é um/a pecador/a e que você não atinge, moralmente, à santidade de Deus e ao Seu padrão para a sua vida. E esse sentimento de culpa tem apenas <strong>um propósito</strong>: o de te impelir na direção dos Seus braços abertos em graça, procurando a salvação em Cristo, do qual vem a liberdade (incluindo a liberdade da própria culpa!).</p>
<blockquote><p>Gálatas 5.1 nos diz: &#8220;Para a <span style="color: blue;"><span style="color: #000000;">liberdade</span> </span> foi que <span style="color: blue;"><span style="color: #000000;">Cristo</span> </span> nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a <span style="color: blue;"><span style="color: #000000;">jugo</span> </span> de escravidão.&#8221;</p></blockquote>
<p>O que acontece quando, após sermos libertados, viramos as costas a Deus e retornamos ao nosso pecado e à nossa escravidão? Mais uma vez, a diferença entre o padrão e a realidade se torna aparente e a <strong>culpa</strong> nos empurra para os braços do Pai. E essa é a <strong>única</strong> resposta que a culpa deve produzir. Se a culpa em si é usada como motivo para qualquer outra coisa, aquela ação está sendo feita com o propósito de diminuir o sentimento desconfortável no coração, e não como fruto de um desejo de fazer a vontade de Deus.</p>
<p>Sendo assim, se você permitiu que alguém lhe desse um padrão contra o qual você se mediu (ou se você criou um), e você tem contribuído com missões (ou com qualquer outro ministério) para anestesiar o seu sentimento de culpa por 1) não poder ir ao campo, ou 2) nunca ter contribuído antes, ou 3) por qualquer outra área de sua vida onde você tem dificuldade, você precisa questionar seriamente as suas motivações para contribuir e a sua sinceridade no apoio àquele trabalho.</p>
<h3>Segunda razão: obras<strong><br />
</strong></h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1001" title="Obras" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/08/under_construction.jpg" alt="Obras" width="278" height="277" />Às vezes caímos na cilada de usas os ministérios do Reino de Deus para darmos um <em>show</em> das nossas próprias qualidades, ou para colocar a nós mesmos sobre um pedestal, onde os outros possam nos ver a apreciar o que temos de bom. As pessoas gostam de descer a lenha em cima do pessoal da equipe de louvor como exemplos disso, mas para cada líder de louvor orgulhoso que eu já vi, vi muitos mais pastores, presbíteros, e professores de escola dominical que adoravam demonstrar o seu intelecto e os seus conhecimentos, quer tenha sido ou não relevante para o assunto que estavam ensinando.</p>
<blockquote><p>Efésios 2.8-9 nos diz: &#8220;Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.&#8221;</p></blockquote>
<p>Se estamos contribuindo para o reino porque isto nos faz sentir bem sobre nós mesmos, ou porque achamos que de alguma maneira isto nos trará uma recompensa nos céus, mais uma vez precisamos questionar as nossas motivações e a nossa sinceridade.</p>
<h3>O seu chamado<strong><br />
</strong></h3>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-1003" title="Virus!" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/08/virus.jpg" alt="Virus!" width="280" height="210" /></strong>Se você já faz parte da Igreja há um tempo, você pode ter ouvido várias vezes que você deve ser um missionário, não importa onde esteja. E é verdade. <strong>Você é chamado para ser um agente viral vivo, infectando o mundo ao seu redor com o evangelho de Jesus Cristo!</strong></p>
<blockquote><p>Marcos 16.15 nos diz &#8220;Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.&#8221;</p></blockquote>
<p>Alguns pastores que conhecem o grego <em>koiné</em> bem melhor do que eu dizem que uma tradução melhor seria &#8220;Indo por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.&#8221; Mas de qualquer forma, a mensagem é clara. Por um lado, o &#8220;Ide!&#8221; nos empurra da nossa área de conforto para a tarefa nem sempre ordeira de pregar a Cristo a um mundo que muitas vezes é hostil à noção de que precisa ser salvo de qualquer coisa. Por outro, o &#8220;indo&#8221; deixa claro que este é um processo que deve acontecer naturalmente na vida de todo crente, se ele/a está verdadeiramente envolvido/a em seguir a Deus e conhecê-Lo. Se você tem Jesus no coração, se Ele habita com você e você Nele, se ele é quem te dá fôlego para aguentar os problemas da vida e ânimo para celebrar as suas vitórias, se Ele é realmente o seu Senhor e Salvador, não há como manter isso debaixo dos panos, <strong>você nunca conseguirá escondê-Lo daqueles que te rodeiam.</strong> A Bíblia diz que somos um &#8220;aroma de Cristo&#8221; (2 Co. 2.15), e que a Sua presença não poderá ser ignorada em qualquer lugar onde nós estivermos.</p>
<h3>Mas e as missões, como é que ficam?</h3>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-1004" title="Globo" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/08/globe.jpg" alt="Globo" width="280" height="280" /></strong>Agora que falamos um pouco sobre o que <em>não</em> deveria estar te motivando a contribuir ou a participar em missões e/ou ministério, e agora que definimos qual que é o nosso chamado como crentes do Senhor Jesus, podemos falar um pouco sobre o jeito que Deus descreve o trabalho de construção do Seu Reino e sobre as maneiras que Ele tem providenciado para que nós possamos estar envolvidos. Vamos começar olhando o texto de 1a Coríntios 3. Leia o capítulo todo para pegar o contexto (está cheio de lições preciosas sobre o nosso papel no ministério), mas no momento vamos nos ater aos versos 7 e 9:</p>
<blockquote><p>De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. <em>e</em> Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós.</p></blockquote>
<p>Duas coisas se tornam claras lendo este trecho todo, mas especificamente nestes dois versículos:</p>
<ol>
<li>Deus é quem dá o crescimento. A obra é Dele.</li>
<li>Ele nos considera cooperadores, isto é, ele nos chama para trabalharmos juntos com Ele para a expansão do seu Reino.</li>
</ol>
<p>A próxima pergunta, então, é: como vamos trabalhar juntos com Ele neste projeto? Bom, já falamos sobre como todos devemos estar pregando o evangelho à medida que vamos &#8220;indo&#8221; pelo mundo. A Bíblia nos dá muitos exemplos destas pessoas, quando menciona aqueles que foram instrumentais no crescimento da igreja nascente, pessoas que abriam suas casas para os cultos e/ou que ministravam aos crentes nas áreas onde viviam. Mas a Bíblia também nos dá exemplos daqueles que levaram o &#8220;ide!&#8221; um pouco além e saíram pelo mundo do seu tempo, pregando Cristo àqueles que nunca haviam ouvido falar Dele, e ajudando a Igreja a crescer através da pregação, do ensino, do discipulado, e da vivência do Evangelho (Paulo, Timóteo, Barnabé, etc.). Mas que estrutura existia para que estes dois, tanto o povo do &#8220;indo&#8221; como o povo do &#8220;ide!&#8221;, trabalhassem juntos?</p>
<p>Paulo, o nosso melhor exemplo de um cara que adotava o &#8220;ide!&#8221;, descreve este relacionamento em Filipenses 4.10-20, onde ele agradece aos Filipenses pelo apoio que deram ao seu trabalho:</p>
<blockquote><p>Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor  porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor  o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.</p>
<p>Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja  se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica  mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades.</p></blockquote>
<p>Paulo também deixa claro que aqueles que são chamados para servir neste ministério de apoio (e não duvide, este é um <em>ministério</em> que é tão essencial como o trabalho daqueles que atendem ao &#8220;ide!&#8221;) receberão todos os recursos que precisam para atender a este chamado:</p>
<blockquote><p>2a Coríntios 9.11 (leia o capítulo todo para pegar o contexto!) nos diz &#8220;enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.&#8221;</p></blockquote>
<p>Finalmente, Paulo também nos dá uma figura impressionante que ilustra o que acontece quando esta parceria (uns com os outros, à medida que cooperamos com Deus) não está operando corretamente. Ele compara o missionário ou ministro sem apoio a um boi cuja boca é atada enquanto pisa o trigo, uma mensagem poderosa sobre as dificuldades que afligem ao obreiro que está no campo sem o apoio do resto da Igreja. (1 Co 9.9)</p>
<h3>Resumo e Conclusão<strong><br />
</strong></h3>
<ol>
<li>Deus chama todos os Seus filhos para serem cooperadores com Ele na construção do Seu Reino. (Mc 16.15)</li>
<li>Ele chama alguns para atenderem ao &#8220;ide!&#8221; e se dedicarem ao ministério em tempo integral, comandando à Igreja que aqueles que pregam o evangelho desta forma devem receber o seu sustento do próprio evangelho (isto é, daqueles que compartilham com eles do mesmo evangelho &#8211; veja 1 Co 9.14 e leia o contexto).</li>
<li>Ele chama outros para apoiar àqueles que ministram em tempo integral, e não os faz passar necessidade por causa deste apoio, mas capacita-os e os enriquece em abundância, para que assim possam ser generosos. (2 Cor. 9:15)</li>
</ol>
<p>A contribuição com missões, ou com qualquer ministério em tempo integral, deve ser motivado não por culpa ou por obras, mas por uma compreensão do papel que temos como cooperadores de Deus na construção do Seu Reino. Deve ser feita em parceria com aqueles que estão se dedicam ao ministério em tempo integral, apoiando-os não só materialmente mas também em oração, chorando com eles nos momentos difíceis e regozijando com eles nos momentos de vitória. Se Deus lhe chamou para este ministério, lhe deu os recursos, e lhe mostrou as oportunidades, vá em frente! E alegre-se na promessa que &#8220;visto como, na prova desta ministração, [os santos] glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos.&#8221; (2 Cor. 9:13)</p>
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		<title>Quando Deus Negou Jesus</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 02:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[deus]]></category>
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		<category><![CDATA[negou]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem não chora, não mama, né? No mínimo é isso que escutamos hoje em dia por aí. E muitas vezes esse ditado tem se mostrado verdadeiro. Pedimos bastante durante o nosso dia e, especialmente, pedimos muitas coisas para Deus. Sendo honestos ao nos avaliarmos, a maioria das coisas que pedimos  para a nossa própria satisfação, são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-948" title="pedido" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/04/pedido.jpg" alt="pedido" width="180" height="330" /></p>
<p>Quem não chora, não mama, né? No mínimo é isso que escutamos hoje em dia por aí. E muitas vezes esse ditado tem se mostrado verdadeiro. Pedimos bastante durante o nosso dia e, especialmente, pedimos muitas coisas para Deus. Sendo honestos ao nos avaliarmos, a maioria das coisas que pedimos  para a nossa própria satisfação, são pedidos egoístas. E para sermos bem sinceros, não gostamos muito de sermos contrariados e de recebermos um não.  </p>
<p>Nesses dias parei para pensar se Cristo também pedia as coisas como a gente pede. </p>
<p>A princípio não me parece que Cristo pedia muito. Especialmente coisas para si mesmo. Nos evangelhos, de vez em quando vemos Jesus pedindo para que Deus cure ou ressuscite alguém, mas nunca pedindo algo que viria a beneficiá-lo. O foco maior de Cristo sempre foi o bem das pessoas a sua volta e nunca Ele próprio. </p>
<p>Pensando bem, Cristo não precisava de muita coisa, né? Aliás, Ele era Deus certo? Não tinha tudo que precisava? Ao estalar dos dedos, anjos não desceriam do céu e lhe dariam tudo que ele solicitasse? Ele tinha poder para fazer tudo que quisesse e sempre estava no controle, não?</p>
<p>Mas vamos imaginar por um momento, SE Cristo fosse pedir alguma coisa, o que Ele pediria? Mais poder? Mais glória? Menos inimigos? O que será que Ele pediria?</p>
<p>Na verdade, em um momento específico na Bíblia, Jesus pediu uma coisa pra Deus. E para nossa surpresa, não foi coisa pequena não.</p>
<p>Cristo pediu algo <strong>grande e difícil</strong>.</p>
<p><span id="more-908"></span></p>
<h2><strong>O Pedido de Jesus<br />
 </strong></h2>
<p>Podemos encontrar o pedido de Cristo em Marcos 14:32-41<em> (e também em Mateus 26:36-46 e Lucas 22:39-47):</em></p>
<blockquote><p>&#8220;Então chegaram a um lugar chamado Getsêmane, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. E levou consigo a Pedro, a Tiago e a João, e <strong>começou a ter pavor e a angustiar-se</strong>; e disse-lhes: <strong>A minha alma está triste até a morte</strong>; ficai aqui e vigiai. E adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; <strong>e orava para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora</strong>. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; <strong>afasta de mim este cálice</strong>; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres. Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirou-se de novo e orou, <strong>dizendo as mesmas <span style="font-weight: normal; "><strong>palavras</strong>. E voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam carregados; e não sabiam o que lhe responder. Ao voltar pela terceira vez, disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.&#8221;</span></strong></p></blockquote>
<div>
<div>A Bíblia é recheada de menções a ambas as naturezas de Jesus, tanto a divina (Cristo era 100% Deus) quanto a humana (Cristo era 100% Homem). Muita gente estranha essa passagem ao ver o medo e aflição do Salvador.  Na verdade, esses versículos são uma janela aberta por Deus para que víssemos a humanidade de Cristo. Jesus era tão humano que o MEDO que sentia o levou a fazer essa oração.         </p>
<p>Ele olhou para os lados e viu-se só. Seus discipulos dormiam quase que indiferentes a sua situação. Jesus, então, prostrou-se no meio daquele jardim e começou a falar com Deus. Foi nesse momento que fez seu pedido, &#8220;Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice.&#8221; </p>
<p>Entendam o que Jesus está pedindo aqui. Ele está pedindo para que Deus transforme toda a história que Ele vem escrevendo desde antes da fundação do mundo. Deus Pai desenhou a história do homem com uma coisa em mente, o sacrifício de Cristo. A crucificação e a ressureição de Jesus seriam o ponto alto da história e Cristo estava pedindo para Deus mudar isso! Ele estava pedindo para que Deus desconsiderasse todo seu trabalho até aquele momento e bolasse outro caminho, outro jeito, uma nova maneira de salvar o mundo. Tudo isso quase em cima da hora!</p>
<p>Mas quais seriam os pensamentos que causavam tanto terror no coração do filho de Deus que o levaram a suar sangue? O que se passava por sua cabeça? O que motivara Jesus a pedir para que Deus não fosse adiante com seus planos? <strong>Do que será que Cristo tinha medo?<br />
 </strong></div>
<div>
<h2><strong>A Que Cristo Temia</strong></h2>
<p><img class="alignright size-full wp-image-939" title="agonia-no-jardim1" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/04/agonia-no-jardim1.jpg" alt="agonia-no-jardim1" width="382" height="400" /></div>
</div>
<p><strong> <span style="font-weight: normal;">Não sei se seria justo dizer que Cristo tinha medo de morrer. Acho difícil ser esse o problema, pois Jesus sabia muito bem o que aconteceria com ele após a morte, mas acredito que havia 3 coisas que faziam seu coração humano gelar: </span></strong></p>
<p><strong>1) O Sofrimento Físico da Crucificação </strong>- Como mencionamos acima, Jesus era 100% homem e portanto sentiria dor. Ele sabia que sofreria MUITO e tinha ciência  que a dor e o abuso do seu corpo seriam intoleráveis para um ser humano. Seu corpo seria rasgado, moído e trucidado, culminando então no seu falecimento. Todo ser humano foge da dor, busca evitar seu próprio sofrimento e portanto é compreensível que Jesus tenha pedido para que Deus impedisse que tudo isso acontecesse com ele. </p>
<p><strong>2) Seria a primeira vez que Cristo seria tocado pelo pecado </strong>- Jesus não tinha pecado. É óbvio que ele havia se deparado com um mundo mal e com as consequências da queda do ser humano, mas Cristo não havia sido TOCADO pelo mal. Ao ser pregado na cruz, todos os pecados dos filhos de Deus seriam derramados sobre Cristo.  Ele, como um ser santo e perfeito, deve ter ficado amedrontado pela noção de que carregaria a culpa dos pecados do mundo sobre seus ombros e sabia que as consequências seriam terríveis&#8230;</p>
<p><strong>3) Seria a primeira vez que se separaria de Deus</strong> &#8211; por fim, o que provavelmente mais causava temor no coração de Cristo era o fato de que Deus viraria as costas para ele e o abandonaria. Por ter sido tocado pelo pecado, Deus deixaria Cristo ali, sozinho para enfrentar toda a condenação e punição pelos pecados dos homens. Imagine ser separado, abandonado, desprezado e até punido por aquela pessoa que você mais ama.</p>
<p>Imagine a cabeça de Jesus ao pensar na situação. Primeiro em todo o sofrimento físico, seguido pelo contato com o pecado e culminando com o rompimento do relacionamento com seu pai. Que pensamentos angustiantes e terríveis devem ter passado pela sua cabeça e afligiam seu coração, não?</p>
<p>E foi nesse contexto que Cristo fez o seu pedido para Deus o Pai&#8230;</p>
<h2>A Resposta de Deus<br />
 </h2>
<p>Mesmo ao ver seu filho Jesus passando por todas essas dificuldades, sabendo do sofrimento vindouro, da separação iminente, Deus disse NÃO ao pedido do seu filho!</p>
<p>Foi como se Deus dissesse: &#8220;Não meu filho, não vou tirar de você esse cálice. Minha vontade é que você passe por tudo isso.&#8221;</p>
<p>Isso não foi falta de compaixão, de misericórdia ou de amor. Na verdade foi <strong>EXCESSO </strong>de tudo isso. Excesso de compaixão, de misericórdia e de amor. É isso mesmo! Deus teve compaixão, misericórdia e amor <strong><span style="text-decoration: underline;">por nós</span></strong>, e por isso Ele continuou com seu plano. Embora soubesse claramente do sofrimento que aguardava seu filho, Deus não o poupou e deixou seu corpo ser trucidado, moído e crucificado. </p>
<p>Temos que aprender a confiar em Deus quando recebemos um não. Deus sempre tem o melhor para seus filhos e todas as coisas cooperam para o nosso bem. Jesus entendia isso e aceitou perfeitamente a vontade do seu Pai. Não é errado pedir. Mas é errado pedir e se revoltar com a resposta. É errado pedir sem se humilhar perante a soberania de Deus. Jesus pediu, mas se submeteu à dor, ao castigo, ao abandono quando Deus o negou. </p>
<p>Acredito que esse foi o melhor &#8220;NÃO&#8221; da história. </p>
<p>Por causa desse &#8220;NÃO&#8221;, o sacrifício de Cristo por nós foi realizado.  </p>
<p>Por causa desse &#8220;NÃO&#8221;, nossos pecados foram perdoados. </p>
<p>Por causa desse &#8220;NÃO&#8221;, fomos justificados na cruz. </p>
<p>E por causa desse &#8220;NÃO&#8221;, temos livre acesso a Deus. </p>
<p>Que bom que Deus negou o pedido de Cristo! Que bom que Deus deixou que seu plano se efetuasse e se cumprisse até o final!</p>
<p>Tudo porque Deus disse <strong>NÃO</strong>!</p>
<p>Ainda bem&#8230;</p>
<p> </p>
<hr />
<div><em>* Existe outro momento em que Cristo pede algo para si mesmo, quando pendurado na cruz Ele pede um gole de água para matar sua sede. Quem sabe isso vire um outro post futuramente&#8230; </em></div>
<div><em>** Se lembrarem de algum outro momento em que Cristo pede algo para si mesmo, fiquem a vontade para mencionar nos comentários. </em></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Inocência Perdida Parte B</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/03/14/inocencia-perdida-parte-b/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 18:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>
		<category><![CDATA[9 anos]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[médica]]></category>
		<category><![CDATA[padre]]></category>
		<category><![CDATA[pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo estão mais algumas coisas que apareceram para causar ainda mais polêmica no caso da menininha de 9 anos que abortou gêmeos após ficar grávida do estupro de seu padastro. Primeiramente, o blog Resistência Protestante coloca alguns links interessantes sobre meninas da mesma ou menor idade que tiveram filhos com sucesso! Segue o link: http://resistenciaprotestante.blogspot.com/2009/03/o-assassinato-de-2-criancas-indefesas.html [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-892" title="abortion" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/03/abortion.jpg" alt="abortion" width="221" height="221" />Abaixo estão mais algumas coisas que apareceram para causar ainda mais polêmica no caso da menininha de 9 anos que abortou gêmeos após ficar grávida do estupro de seu padastro.</p>
<p>Primeiramente, o blog <a title="Resistência Protestante" href="http://resistenciaprotestante.blogspot.com/" target="_blank">Resistência Protestante </a>coloca alguns links interessantes sobre meninas da mesma ou menor idade que tiveram filhos com sucesso! Segue o link: <a href="http://resistenciaprotestante.blogspot.com/2009/03/o-assassinato-de-2-criancas-indefesas.html">http://resistenciaprotestante.blogspot.com/2009/03/o-assassinato-de-2-criancas-indefesas.html</a></p>
<p>Abaixo vou colar na integra a carta do Padre de Alagoinha que acompanhou de perto o caso, inclusive com visitas a mãe, ao pai e a própria menina. Ele afirma que a mãe não consentia com o aborto e que as decisões foram tomadas drasticamente por orgãos do governo sem levar em consideração o desejo da família. Se tudo que estiver na carta desse padre for verdade o ocorrido realmente foi algo pior do que pensavamos&#8230;</p>
<p>Por fim, a segunda correspondência que disponibilizo após a carta do padre foi algo que recebi por e-mail e portanto não consigo atestar em 100%  a sua procedência, mas mesmo assim parece ser uma opinião médica coerente sobre o caso. A conclusão da Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira assemelha-se a nossa expressa <a title="Inocência Perdida" href="http://mastigue.com/2009/03/07/inocencia-perdida/" target="_blank">no primeiro post sobre o assunto</a>.</p>
<p>Seguem as correspondências:<span id="more-888"></span></p>
<p>1) Carta do Padre Edson Rodrigues, Pároco de Alagoinha-PE:</p>
<blockquote><p><em><strong>O lado que a imprensa deixou de contar</strong></em></p>
<p><em>Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.</em></p>
<p><em></em> <em>O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um &#8220;encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato&#8221;. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.</em></p>
<p><em></em> <em>No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem todos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade. </em></p>
<p><em></em> <em>Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado &#8220;alguns papéis por lá&#8221;. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos. </em></p>
<p><em></em> <em>Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que &#8220;ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus&#8221;. </em></p>
<p><em></em> <em>Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.</em></p>
<p><em></em> <em>Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito. </em></p>
<p><em></em> <em>Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em &#8220;embriões&#8221; e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque &#8220;a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças&#8221;, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.</em></p>
<p><em></em> <em>Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez. </em></p>
<p><em></em> <em>Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas. </em></p>
<p><em></em> <em>Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento &#8220;estava havendo troca de plantão de enfermagem&#8221;. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina. </em></p>
<p><em>No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro</em><em> pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?</em></p>
<p><em></em> <em>Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.</em></p>
<p><em></em> <em>Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.</em></p>
<p><em></em> <em>Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais. </em></p>
<p><em></em> <em>Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.</em></p>
<p><em></em> <em>Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. &#8220;Vinde a mim as crianças&#8221;, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. &#8220;Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente&#8221; (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!</em></p>
<p><em>Pe. Edson Rodrigues &#8211; </em><em>Pároco de Alagoinha-PE</em></p></blockquote>
<p>Fontes:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,leia-a-carta-do-padre-de-aladoinha-sobre-aborto-e-excomunhao,336023,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,leia-a-carta-do-padre-de-aladoinha-sobre-aborto-e-excomunhao,336023,0.htm</a> - Reportagem do Estadão</li>
<li><a href="http://padreedson.blogspot.com/2009/03/caso-da-menina-de-alagoinha-o-lado-que.html">http://padreedson.blogspot.com/2009/03/caso-da-menina-de-alagoinha-o-lado-que.html</a> - Blog do Padre Edson</li>
</ul>
<p> </p>
<hr /> </p>
<p>2) Suposta Carta da Doutora Elizabeth Kipman Cerqueira,</p>
<blockquote><p><em>Meus amigos,<br />
 <br />
Todo o fato é terrível &#8211; não é isso que se está discutindo &#8211; porém acho importante fazermos algumas reflexões pois o aborto não era a única nem a melhor solução:<br />
 <br />
a) Devem ter usado Cytotec (?) &#8211; que tem protocolo muito claro para tratamento de úlceras gástricas &#8211; não há experiência suficiente de seu uso em meninas de 9 anos grávidas (mesmo que tenham usado outra droga &#8211; sempre se está atirando meio no escuro, pois é de se convir que é raro uma gravidez gemelar aos 9 anos) &#8211; portanto houve risco na indução do aborto;<br />
 <br />
b) A menina não corria risco de morte agora &#8211; não havia esta pressa nem indicação de intervenção no momento para salvar a sua vida;<br />
 <br />
c) De onde vem a estatística que ela corria o risco de 90% de morte ou de qualquer outra %? Estatística deve ser registrada em trabalho médico de pesquisa e com amostragem significativa para ter valor;<br />
 <br />
d) Haveria possibilidade que tivesse parto prematuro ou até aborto &#8211; mas, quando espontâneo, o processo é mais simples e de menor risco;<br />
 <br />
e) Se levasse a gravidez pelo menos até 22 semanas, teríamos 15 a 20% de chance de sobrevivência para os gêmeos (mesmo que fosse 10% de chance &#8211; estaríamos tentando salvar as crianças sem aumento de risco para a mãezinha);<br />
 <br />
f) psicologicamente, esta menina foi usada como um trapo pelo homem, destruída como pessoa, percebendo-se marcada inconscientemente como algo sem valor &#8211; e por 3 longos anos. Ao experimentar a destruição dos filhos como lixo, o inconsciente registra &#8211; &#8220;viu, sou lixo e de mim só pode sair lixo&#8221;. Sabe-se lá como se fará para recuperar todo esse novelo em sua cabecinha. Por outro lado, imagine-se: ela sentindo-se rodeada por atenção, amor, cuidado e experimentado a valorização das crianças que trazia dentro de si &#8211; mesmo que a análise racional não fosse predominante &#8211; poderia estar começando aí o seu resgate como pessoa integral;<br />
 <br />
g) sei de meninas que deram a luz com 10 anos e continuam muito bem após anos e anos;<br />
 <br />
h) Não sei de ninguém que morreu por causa da idade precoce com que engravidou, se recebeu acompanhamento adequado. Vou pesquisar mais e comunico a vocês se houver algum trabalho nesse sentido.<br />
   <br />
Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira<br />
Médica ginecologista-Obstétrica; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo, Diretora do Centro Interdisciplinar de Bioética da Associação “Casa Fonte da Vida”; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação.</em></p>
<p> </p></blockquote>
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		<title>Inocência Perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 22:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[menina 9 anos]]></category>
		<category><![CDATA[padrasto]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Nojento. Inimaginável. Horripilante. Deplorável. A maioria dos brasileiros tem acompanhado um caso chocante que vem dominando as notícias no nosso país. Na cidade de Alagoinha, em Pernambuco, uma garotinha de apenas 9 anos engravidou de gêmeos, após ser estuprada pelo padrasto. Os abusos aconteciam desde que a menina tinha 6 anos. O padrasto já foi preso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nojento. Inimaginável. Horripilante. Deplorável.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-881" title="menina" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/03/menina-300x199.jpg" alt="menina" width="300" height="199" />A maioria dos brasileiros tem acompanhado um caso chocante que vem dominando as notícias no nosso país. Na cidade de Alagoinha, em Pernambuco, uma garotinha de apenas 9 anos engravidou de gêmeos, após ser estuprada pelo padrasto. Os abusos aconteciam desde que a menina tinha 6 anos.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1021299-5598,00-PRESO+PADRASTO+SUSPEITO+DE+ENGRAVIDAR+ENTEADA+DE+ANOS.html" target="_blank">O padrasto já foi preso e ainda confessou ter estuprado a irmã dessa garota, uma deficiente de 14. </a></p>
<p>Na manhã dessa quarta-feira, 4 de Março de 2009, médicos num hospital do Recife <a href="http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/04/menina-de-9-anos-estuprada-por-padrasto-submetida-aborto-em-recife-754680349.asp" target="_blank">realizaram a cirurgia abortando os gêmeos</a>. Alegaram que esse caso se encaixava em ambos os aspectos no qual o aborto é autorizado na lei brasileira:</p>
<p>a) casos de estupro ou;</p>
<p>b) de risco de vida para a mãe.</p>
<p>O pai, que se diz evangélico, ficou revoltado com o aborto. E para conturbar ainda mais o ambiente, a Igreja católica <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1028529-5598,00-ARCEBISPO+EXCOMUNGA+MEDICOS+E+PARENTES+DE+MENINA+QUE+FEZ+ABORTO.html" target="_blank">excomungou os médicos e parentes da menina</a> que consentiram com ou realizaram o aborto.</p>
<p>A opinião do país está dividida nesse caso e o que não faltam são opiniões fortes sobre o assunto. É só olhar alguns foruns pela internet e verá que existe uma discussão muito acirrada rolando.</p>
<p>Mas será que existe um posicionamento bíblico para esse caso?</p>
<p>Primeiramente, algumas considerações:<span id="more-869"></span></p>
<ul>
<li>O padrasto é um idiota (estou economizando palavras piores). Gente como ele merecia o pior tipo de castigo. Que tipo de ser estupra menininhas, inclusive uma deficiente?!</li>
<li>A menina, coitada, passou por momentos terríveis e sem dúvida carregará pelo restante de sua vida algum peso por causa desse abuso.</li>
<li>Acho ridículo o bando de jornalistas politicamente corretos evitarem dizer a palavra ABORTO e a trocarem por &#8221;interrupção da gravidez&#8221;. Foi aborto e pronto, fala logo e não enrola.</li>
<li>Ninguém dá mais crédito nenhum para o que a igreja católica diz. Seriamente, será que as pessoas que ela &#8220;excomungou&#8221; eram membros da igreja católica mesmo? Será que eles faziam questão de participarem da igreja? Na verdade, acho que a igreja católica por tabela já classifica todo mundo que nasce no Brasil como um &#8220;católico&#8221; e já enxerga a população como parte da igreja. Honestamente, a maioria dos &#8220;católicos&#8221; não está nem aí com o catolicismo e a igreja católica. Resumindo, a igreja poderia excomungar a maior parte do Brasil que ninguém ligaria&#8230;</li>
</ul>
<p>Voltando ao assunto central. Foi correto ou não abortarem os gêmeos dessa menina de 9 anos? Médicos alegam que o fator de maior peso nessa decisão foi que a menina corria um certo risco se a gravidez fosse adiante. A princípio isso soa bom, mas seria mesmo?</p>
<p>O que ninguém respondeu nesse caso foi se o risco da menina era IMEDIATO. Ou seja, ela morreria em breve se a gravidez continuasse? Será que o corpo dela não aguentaria a gravidez por completo? Se o corpo dela já estava pronto para engravidar, será que não estava pronto para a gestação?</p>
<p>A bíblia em tudo que trata busca dar valor a vida. E o princípio deve ser o mesmo para nós hoje. Devemos sempre valorizar a vida e, nesse caso, a vida daqueles dois bebês também deveria ter sido valorizada. O problema é que a sociedade parou de enxergar fetos como seres humanos, como vida.</p>
<p>Que culpa tinham do que aconteceu? Seria correto cometer um erro para corrigir outro? O assassinato nesse caso apaga o resultado de um estupro?</p>
<p>Para um cristão não deveria ser tão difícil opinar sobre esse caso. Um cristão só deveria apoiar a decisão de abortar quando ficasse totalmente evidente que os três (menina e os gêmeos) faleceriam se a gravidez continuasse. Nesse caso, aplicaria-se também o princípio de valorizar a vida. É melhor salvar uma vida do que perder três.</p>
<p>No entanto, se a menina conseguisse passar por todo o período gestacional, isso deveria ter sido apoiado. No final, haveria uma fila de pessoas querendo adotá-los e essa confusão toda poderia ter sido evitada. A decisão de abortar foi tomada muito cedo e esse foi o principal problema.</p>
<p>Agora ninguém sabe o que vai passar pela cabeça dessa menina daqui a 10-15 anos. Deve ter um monte de gente que apoia o aborto, torcendo para que ela nunca crie uma consciência. Já que a decisão de abortar não foi dela, quem garante que isso não a traumatize tanto quanto os estupros&#8230;</p>
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