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		<title>Melhor que o original</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que me desanimo ao ouvir muito do que passa por &#8220;música&#8221; hoje em dia. Talvez sejam as letras idiotas (como &#8220;Ai se eu te pego&#8221;, de Michel Teló), ou o desrespeito à minha fé (&#8220;Judas&#8221;, da Lady Gaga), ou simplesmente a banalidade sacana que permeia a indústria, como se sexo (ou falar de sexo) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que me desanimo ao ouvir muito do que passa por &#8220;música&#8221; hoje em dia. Talvez sejam as letras idiotas (como &#8220;Ai se eu te pego&#8221;, de Michel Teló), ou o desrespeito à minha fé (&#8220;Judas&#8221;, da Lady Gaga), ou simplesmente a banalidade sacana que permeia a indústria, como se sexo (ou falar de sexo) fosse a única forma de vender música no mercado atual. No entanto, tenho me surpreendido com alguns <em>covers</em> feitos por artistas que nasceram e cresceram no YouTube. Nesse veículo, há uma oportunidade enorme de você ter seu talento reconhecido e de construir uma base mundial de fãs que oferecem apoio ao artista comprando as músicas no iTunes ou comparecendo pessoalmente a um show, nas turnês.</p>
<p>De algumas das músicas que seguem, eu não escutaria a gravação original mais do que uma vez. Outras já eram músicas das quais eu gostava. Mas, em ambos os casos, o <em>cover</em> ficou tão bom, que impulsionou a compra no iTunes e um lugar permanente no meu <em>playlist</em>. Nos exemplos abaixo, incluo o original à esquerda e o <em>cover</em> à direita, para permitir a comparação.<span id="more-1180"></span></p>
<h3><em>Just a Dream</em> &#8211; Sam Tsui e Christina Grimmie</h3>
<p>Este foi o primeiro <em>cover</em> a me impressionar dessa forma, no YouTube, e foi a porta para conhecer o trabalho do <a title="Kurt Hugo Schneider" href="http://www.youtube.com/KurtHugoSchneider" target="_blank">Kurt Hugo Schneider</a>, que não só é músico, mas também produz e edita vídeos para uma série de amigos. A música é <em>Just a Dream</em>, do artista <em>Nelly. </em>Não sou muito fã do estilo resultante da fusão de R&amp;B, Hip-Hop e Pop, que predomina especialmente entre os artistas negros norte-americanos. Mas o <a href="http://www.youtube.com/user/TheSamTsui" title="Sam Tsui no YouTube" target="_blank">Sam Tsui</a> e a <a href="http://www.youtube.com/user/zeldaxlove64" title="Christina Grimmie no YouTube" target="_blank">Christina Grimmie</a> transformaram a canção:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/N6O2ncUKvlg?rel=0" frameborder="0" width="250" height="157"></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/a2RA0vsZXf8?rel=0" frameborder="0" width="250" height="157"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>Jar of Hearts</em> &#8211; Boyce Avenue e Tiffany Alvord</h3>
<p>O original, bem conhecido, é o da cantora <em>Christina Perri</em>. Mas, na minha opinião, foi nas vozes de <a href="http://www.youtube.com/user/boyceavenue" title="Boyce Avenue no YouTube" target="_blank">Alejandro Manzano</a> e <a href="http://www.youtube.com/user/TiffanyAlvord" title="Tiffany Alvord no YouTube" target="_blank">Tiffany Alvord</a> que essa canção realmente captou o <em>feeling</em> da letra:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/8v_4O44sfjM?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/wTlUu0a9oWc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>A Thousand Years</em> &#8211; Jake Coco e Alex G</h3>
<p>A <em>Christina Perri</em> também escreveu <em>A Thousand Years</em>, parte da trilha sonora do filme <em>Crepúsculo</em>. Não quero tecer comentários sobre o filme (execrável) pois não é o propósito desse artigo, mas a versão que o <a href="http://www.youtube.com/user/jakecoco" title="Jake Coco no YouTube" target="_blank">Jake Coco</a> e a <a href="http://www.youtube.com/user/AlexGMusic7" title="Alex G no YouTube" target="_blank">Alex G</a> fizeram da música ficou excelente:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/rtOvBOTyX00?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/USdywFyq9Ic?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>How to Love</em> &#8211; Tyler Ward e Christina Grimmie</h3>
<p>Voltando para a outra <a href="http://www.youtube.com/user/zeldaxlove64" title="Christina Grimmie no YouTube" target="_blank">Christina</a> (Grimmie), a parceria que ela fez com <a href="http://www.youtube.com/user/TylerWardMusic" title="Tyler Ward no YouTube" target="_blank">Tyler Ward</a>, outro artista impressionante, ao gravar <em>How to Love</em>, de <em>Lil&#8217; Wayne</em>, transformou a canção de Hip-Hop para Rock e deu uma sonoridade muito mais poderosa à música:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/y8Gf4-eT3w0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/jVIO9oZX9Ho?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>Fix You</em> &#8211; Boyce Avenue e Tyler Ward</h3>
<p>Sem dúvida, o original desta música do <em>Coldplay</em> é sensacional em si. A letra da música é comovente e reflete um sentimento que todos nós já experimentamos, o de perder algo (ou alguém) que nunca poderá ser substituído nas nossas vidas. Esta versão acústica uniu as vozes de <a href="http://www.youtube.com/user/boyceavenue" title="Boyce Avenue no YouTube" target="_blank">Alejandro Manzano</a> e <a href="http://www.youtube.com/user/TylerWardMusic" title="Tyler Ward no YouTube" target="_blank">Tyler Ward</a> para dar um tom ainda mais leve e tocante à canção:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/JI-o25K6B-E?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/T9ETxBHYBAU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>We Found Love</em> &#8211; Tyler Ward e Jess Moskaluke</h3>
<p>Se você escuta rádio regularmente, já deve ter se deparado com a canção <em>We Found Love</em>, da cantora <em>Rihanna</em>. A letra fala de um casal que se apaixona em um lugar sem esperança. No entanto, a música original (Dance/Pop) não tem absolutamente nada a ver com a letra. Quem vai ficar dançando enquanto canta sobre um lugar sem esperança? A versão do <a href="http://www.youtube.com/user/TylerWardMusic" title="Tyler Ward no YouTube" target="_blank">Tyler Ward</a> e da <a href="http://www.youtube.com/JessMoskaluke" title="Jess Moskaluke no YouTube" target="_blank">Jess Moskaluke</a> muda completamente o <em>feeling</em> da música, refletindo melhor o sentido da letra:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="232" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/GchEVSx9XEA?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/uSf0wVsp6rg?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em>Toxic</em> &#8211; Jayme Dee</h3>
<p>Quando ouvi pela primeira vez essa música da <em>Britney Spears</em>, o que me impressionou foi a sua produção e o seu arranjo, com seu ritmo <em>stacatto</em> e seus efeitos eletrônicos. Não sou fã dos vídeos hipersensuais da Britney (nem incluí o vídeo original dessa música por seguir esse viés), e muito menos do seu estilo de vida. Gostei muito da versão <em>bluesy</em> da <a href="http://www.youtube.com/user/jaymedee333/videos" title="Jayme Dee no YouTube" target="_blank">Jayme Dee</a>, que deixa os gemidos (sempre presentes nas músicas da Britney) de lado e transforma a música em algo belo:</p>
<div style="width: 260; height: 187; float: left; margin-right: 10;"><iframe width="232" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/uCRT8IItGpw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<div style="width: 250; height: 187;"><iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/y_O7hRuhoP0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Não são apenas <em>cover artists</em></h3>
<p>Essa turma de jovens artistas com certeza aumentou o número de fãs por causa destes <em>covers</em>, mas todos eles já estão produzindo suas próprias músicas, entre elas algumas que são sensacionais! Recomendo a visita aos seus canais no YouTube (é só clicar no nome do artista para ir para o canal) para conhecê-los melhor e descobrir um pouco mais do que eles estão produzindo.</p>
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		<title>Sem medo de ser poeta</title>
		<link>http://mastigue.com/2011/12/10/sem-medo-de-ser-poeta/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 12:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que me dei por gente, minha vida tem sido tocada por palavras que escapavam da caneta do meu avô e faziam morada no papel, gentilmente e cuidadosamente colocadas em ordem, frase, e verso, pelo primeiro poeta que conheci. Na infância, nunca tive a impressão de que estas obras eram algo diferente ou fora do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class=" wp-image-1175  " style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px;" title="Jairo e Valderez (2007)" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2011/12/JairoValderez2007.png" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Jairo de Carvalho Portela e Valderez Sena Portela (2007)</p></div>
<p>Desde que me dei por gente, minha vida tem sido tocada por palavras que escapavam da caneta do meu avô e faziam morada no papel, gentilmente e cuidadosamente colocadas em ordem, frase, e verso, pelo primeiro poeta que conheci. Na infância, nunca tive a impressão de que estas obras eram algo diferente ou fora do normal. Meu avô escrevia poesias&#8230;não era isso o que todos os avôs faziam?<span id="more-1170"></span></p>
<p>Mais tarde, já menos menino e mais rapaz, quando borbulhavam os sentimentos do meu coração, iam parar no papel, em ordem, frase, e verso. Não houve decisão de ser poeta. Não houve deliberação sobre aptidão, capacidade, ou conhecimento literário&#8230;apenas uma afinidade com a maneira na qual meu avô sempre havia se expressado. Apesar das marcas já me outorgadas pela cruel realidade ainda naquela tenra idade, a idéia da normalidade da poesia permanecia.</p>
<p>Meu vô não teve uma vida fácil. Teve que assumir responsabilidade pelo resto da sua família bem cedo. Trabalhou duro, na mata e no sertão, erguendo torres elétricas no sol escaldante do nordeste, construindo civilização no meio de circunstâncias difíceis. Ao se aposentar, se tornou advogado e continuou trabalhando até alguns anos atrás, quando a falta de saúde finalmente lhe roubou a capacidade deste esforço.</p>
<p>Essa vida, vida de guerreiro, vida de quem vai a luta e carrega seus companheiros, vida de quem ampara todos ao seu redor, vida de quem agüenta dor mordendo a língua e segue em frente até o fim&#8230;foi nesta vida difícil que meu avô seguiu a Jesus. Foi demonstrando o amor de Cristo pelos seus familiares, amigos, e irmãos na fé, que ele fez poesia com a sua vida, tocando almas e corações ao seu redor.</p>
<p>As últimas palavras que lhe escaparam nesta vida, não pude ouvir. Mas ao soltar seu suspiro final aqui, e abrir seus olhos na glória que agora experimenta, Vovô nos legou as poesias-vividas das lembranças que sempre teremos. E à medida que prossigo tecendo os versos dos meus dias, agradeço e glorifico a Deus por ter me dado um avô sem medo de ser poeta.</p>
<p>David Zekveld Portela<br />
<em>10 de dezembro de 2011</em></p>
<p><em>Jairo de Carvalho Portela faleceu no dia 9 de dezembro de 2011. Algumas de sua poesias podem ser vistas no site <a title="Portelando" href="http://jairoportela.wordpress.com" target="_blank">http://jairoportela.wordpress.com</a>.</em></p>
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		<title>Steve Jobs, transcendência e imanência</title>
		<link>http://mastigue.com/2011/10/06/steve-jobs-transcendencia-e-imanencia/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 03:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas últimas horas fui surpreendido com a emoção que a morte de Steve Jobs causou em mim. Nunca o conheci pessoalmente. Em 2001 estive na conferência Macworld, em Nova Iorque, pouco antes dos ataques de 11 de setembro, e tive a oportunidade de presenciar o seu brilho enquanto Steve fazia o que mais gostava de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-1142" title="Steve Jobs" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2011/10/steve.jpg" alt="" width="640" height="429" /><p class="wp-caption-text">Fonte: Apple</p></div>
<p>Nas últimas horas fui surpreendido com a emoção que a morte de Steve Jobs causou em mim. Nunca o conheci pessoalmente. Em 2001 estive na conferência Macworld, em Nova Iorque, pouco antes dos ataques de 11 de setembro, e tive a oportunidade de presenciar o seu brilho enquanto Steve fazia o que mais gostava de fazer: apresentar ao mundo uma nova invenção, na qual havia investido inúmeras horas e quantidades inestimáveis de energia. Seu amor pela Apple e pelos produtos que criou, junto com a sua equipe, transparecia claramente. Não havia nada de forçado ou falso em sua apresentação, e era óbvio que ele realmente acreditava que as suas inovações tecnológicas representavam não apenas uma revolução na indústria, mas uma contribuição importante para a nossa civilização, mudando o nosso jeito de trabalhar, divertir e relacionar.</p>
<h3><span id="more-1141"></span>Transcendência</h3>
<blockquote><p><em>Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em></em>~ <strong>Eclesiastes 3.11</strong></p>
</blockquote>
<p>Quem já assistiu ao excelente <em><a title="Pirates of Silicon Valley na Wikipédia em Inglês" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pirates_of_Silicon_Valley" target="_blank">Pirates of Silicon Valley</a></em> (<em><a title="Piratas do Vale do Silício na Wikipédia em Português" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piratas_do_Vale_do_Sil%C3%ADcio" target="_blank">Piratas do Vale do Silício</a></em>) conhece um pouco da jornada de Steve. Há algumas cenas no filme que demonstram o desejo que o Steve tinha pela transcendência, a sua busca por algo além da nossa realidade. Esse desejo levou Steve, na sua juventude, a buscar respostas em lugares não convencionais. Viajou bastante com diversas drogas e passeou na Índia, flertando com o misticismo Hindu e aterrissando enfim no Budismo, religião que – aparentemente – seguiu até a sua morte. Talvez esse desejo de atravessar o espelho e descobrir o que havia do outro lado, de trazer idéias para o nosso lado que fossem mágicas e que não se comportassem às nossas noções do que era possível ou permissível, tenha sido o que o levou a descartar os limites que o cercavam no mundo da tecnologia e a <em>pensar de forma diferente</em>.</p>
<p>Foi esse o tema da campanha <em>Think Different</em> que a Apple lançou em 1997, logo após a volta de Steve à Apple:</p>
<div style="width: 420px; height: 315px; margin-left: auto; margin-right: auto;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/4oAB83Z1ydE" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></div>
<blockquote><p><em>Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.</em></p>
<p><em>Essa é uma homenagem aos loucos. Aos desajustados. Aos rebeldes. Aos criadores de caso. Às peças redondas nos buracos quadrados. Aos que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles impulsionam a raça humana. Enquanto alguns os vêem como loucos, nós reconhecemos o seu brilho. Porque as pessoas que são loucas ao ponto de pensar que podem mudar o mundo, são as que de fato, o mudam.</em></p></blockquote>
<p>Não há dúvida que Steve tenha conseguido isso. Sua liderança na Apple, na NeXT e na Pixar alavancaram inovações em múltiplas indústrias. Foi pioneiro no cinema digital, produzindo obras primas como <em>Toy Story</em> e <em>A Bug&#8217;s Life </em>(<em>Vida de Inseto</em>) quando o resto da indústria pensava ser impossível atingir esse nível de sofisticação, e conseguiu fazê-lo com roteiros interessantes e atores cativantes. Transformou o computador de uma caixa cinza chata e barulhenta em uma obra de arte, desde o primeiro iMac até o atual MacBook Air, façanha que seus concorrentes até hoje tentam copiar. Mudou o nosso modo de interagir com a tecnologia, distilando idéias &#8220;apropriadas&#8221; da Xerox para criar a interface gráfica de janelas e menus, popularizando o <em>mouse</em> como instrumento de controle, revolucionando novamente a interfáce gráfica com o Mac OS X (que continua a influenciar profundamente o Windows) e por uma terceira vez, com o iOS. Sacudiu a indústria musical com o iPod e o iTunes, transformando a Apple na maior vendedora de música do mundo e possibilitando que carregássemos as nossas audiotecas completas no bolso. Revolucionou o conceito de <em>smart phone</em> com o iPhone, de maneira tal que os <em>smart phones</em> que o antecederam ficaram com aparência de asno. E no fim, conseguiu fazer o que o resto da indústria de informática tentava há mais de uma década: introduzir o <em>tablet</em> na sociedade de uma forma tão profunda que já faz parte integral das vidas de muitos.</p>
<h3>Imanência</h3>
<p>Se o <em>desiderium aeternitatis</em> (o anseio pela eternidade) estava claramente presente na vida de Steve, sua jornada aparentemente nunca o levou a reconhecer Aquele que é transcendente, ou a conhecer a Sua imanência. Isso dá uma dimensão ainda mais grave à sua morte, pois nem o brilho que demonstrou, nem as riquezas que gerou, nem a beleza dos produtos que criou, o seguirão no próximo passo de sua jornada. E isso faz parte da minha tristeza nesse momento, ao refletir sobre uma vida cheia de <em>promessa</em> e <em>potencial</em>, <em>brilho</em> e <em>bonança</em>, <em>criatividade</em> e <em>convicção</em>, <em>sucesso</em> e…</p>
<p>Esse ser humano, feito na imagem de Deus, verdadeira obra de arte divina, que expressava a criatividade e beleza do Criador naquilo que produzia, e cuja morte deixa a nossa civilização empobrecida em arte e visão, muito provavelmente morreu sem <em>salvação</em>.</p>
<p>Mais do que qualquer dor que possa sentir por ter admirado o homem há quase 25 anos, mais do que o sentimento de ter perdido alguém que mudou muitos aspectos práticos da minha vida e que possibilitou muitas etapas de minha carreira, mais do que a tragédia do potencial perdido por causa de uma doença silenciosa, porém mortal, que também afeta a minha família, é isso o que me entristece: <em>Steve Jobs, quase certamente, morreu sem conhecer a Jesus como seu Redentor e Senhor.</em></p>
<p>É importante reconhecer o brilho do homem, e de onde veio. É louvável entristecermo-nos com a perda para a nossa civilização e sociedade. Mas é <em>essencial</em> compreendermos que nessa vida, não há nem <em>Undo</em>, nem <em>Restart</em>. As decisões que tomamos aqui são o que determinam o nosso destino eterno, e o único caminho para a vida eterna é através de Jesus Cristo:</p>
<blockquote><p><em>E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em></em>~ <strong>Hebreus 9.27</strong></p>
</blockquote>
<p>Nossas orações estão com a família de Steve, e nosso desejo é que eles possam conhecer Aquele que é Transcendente, Imanente, Amor, Bondade, Justiça e Verdade.</p>
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		<title>Uma resposta bíblica ao homossexualismo</title>
		<link>http://mastigue.com/2011/06/26/uma-resposta-biblica-ao-homossexualismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 04:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que segue não é de autoria minha, é uma tradução que fiz da posição da Igreja Wesleyana nos Estados Unidos quanto ao homossexualismo. Mas concordo plenamente com suas argumentações e recomendações, e achei importante e necessário divulgá-lo, especialmente nesses dias onde a celebração desse &#8220;estilo de vida&#8221; atinge um ritmo frenético. Depois do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1130" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="Bíblia" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2011/06/bible-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />O texto que segue não é de autoria minha, é uma tradução que fiz da <a title="Position Statements: Homosexuality" href="http://www.wesleyan.org/gc/blog/positional_letters/?cat=8">posição da Igreja Wesleyana nos Estados Unidos quanto ao homossexualismo</a>. Mas concordo plenamente com suas argumentações e recomendações, e achei importante e necessário divulgá-lo, especialmente nesses dias onde a celebração desse &#8220;estilo de vida&#8221; <a title="Parada Gay espera reunir três milhões em São Paulo" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5205909-EI8139,00-Parada+Gay+espera+reunir+tres+milhoes+em+Sao+Paulo.html">atinge um ritmo frenético</a>. Depois do texto, incluo links para alguns artigos interessantes, e talvez mais relevantes, à situação brasileira. Minha esperança é que possamos pensar sobre o assunto com base nas Escrituras, firmes nos seus ensinamentos e nas suas verdades, mas rejeitando a retórica cheia de ódio que muitas vezes encontramos em ambos os lados.<span id="more-1124"></span></p>
<blockquote>
<h3>Homossexualismo</h3>
<p><em>Uma Perspectiva Wesleyana</em></p>
<h3>Preâmbulo</h3>
<p>A questão do homossexualismo está gerando debates intensos em quase todas as áreas da nossa sociedade. É um debate que está sendo travado no âmbito governamental, à medida que legisladores tentam definir o que é o casamento, e que direitos e proteções devem ser concedidos aos cidadãos homossexuais. É um debate que está sendo travado no nosso sistema de educação pública, à medida que professores e administradores tomam decisões sobre políticas de contratação e sobre o que deve ser ensinado às crianças, quanto à homossexualidade. É um debate que está sendo travado nas reuniões de diretoria de empresas por todo o país, à medida que executivos decidem o que devem fazer quanto à extensão de benefícios de saúde a parceiros do mesmo sexo. É um debate que está sendo travado, cada vez mais, nos nossos lares, à medida que números crescentes de amigos, familiares, e vizinhos admitem o seu envolvimento em relacionamentos com o mesmo sexo, e tentamos discernir qual deve ser a nossa resposta. E é um debate que está sendo travado em muitas denominações e igrejas-algumas delas quase se dividindo-quanto às questões da afirmação da prática do homossexualismo dentro da igreja e da ordenação de ministros que sejam homossexuais praticantes. A nossa cultura está profundamente dividida em muitos níveis quanto à questão do homossexualismo, com um extremo populado por ativistas homossexuais que fazem paradas e demandam uma aceitação, sem qualificações, de todas as atividades homossexuais. No outro extremo estão as pessoas que aparecem nessas paradas com faixas que proclamam enfaticamente que &#8220;Deus odeia os gays&#8221;. Em ambos os lados, as emoções são intensas, a paixão pela causa corre forte, e muitas vezes a feiúra e o ódio vem à tona.</p>
<p>Qual é a posição da Igreja Wesleyana quanto a essa questão contemporânea complexa que enfrentamos? Será que a prática do homossexualismo é um estilo de vida alternativo que podemos simplesmente abraçar? Ou é um pecado que distorce os propósitos de Deus e é proibido na Sua Palavra? Qual deve ser a nossa resposta a esta questão, no nosso contexto contemporâneo?</p>
<h3>Base Bíblica</h3>
<p>A Igreja Wesleyana mantém a sua convicção histórica de que a prática do homossexualismo é contrária à vontade de Deus, que nos é revelada na Bíblia. Ainda que muitos textos bíblicos sejam citados para apoiar esta perspectiva, cremos que o argumento bíblico mais forte contra a prática do homossexualismo está no relato da criação (Gênesis 1-2). Quando Jesus foi questionado quanto à sua opinião sobre o divórcio, ele levou os seus ouvintes de volta ao começo e usou a história da criação como ferramenta para lhes ensinar os propósitos de Deus (Mateus 19.4-6). As intenções de Deus podiam ser discernidas a partir da maneira como Deus criou as coisas. Da mesma forma, cremos que o relato bíblico da criação é extremamente instrutivo ao abordarmos as complexidades do debate sobre o homossexualismo. Deste relato, aprendemos as seguintes verdades sobre a sexualidade humana:</p>
<ul>
<li>Aprendemos que somos criados homem e mulher, e que homem e mulher juntos refletem a imagem de Deus (Gênesis 1:27);</li>
<li>Aprendemos que é através do relacionamento entre o homem e a mulher que o ser humano pode se multiplicar (Gênesis 1:28);</li>
<li>Aprendemos que o homem e a mulher foram criados um para o outro, e que é a intenção de Deus que um homem e uma mulher se tornem uma carne.</li>
</ul>
<p>O plano de Deus nos é revelado através do design do ser humano, e o livro de Gênesis mostra incontestavelmente que Deus projetou os nossos corpos para relacionamentos heterossexuais. Até um conhecimento básico de biologia afirma esta posição. A criação majestosa do ser humano por Deus, na Sua imagem, homem e mulher, nos mostra que a prática do homossexualismo é um uso do corpo humano que rejeita o projeto e a intenção original de Deus.</p>
<p>Desde Gênesis até o fim das Escrituras a Bíblia afirma esta compreensão da sexualidade humana. Quando a Bíblia fala sobre o plano de Deus para o casamento e para o prazer sexual, sempre o faz dentro do contexto do casamento heterossexual, e apenas neste contexto (e.g., Marcos 10.1-2, Efésios 5.21-33). Quando Jesus falou sobre casamento, Ele falou sempre de um homem e uma mulher. O livro inteiro de Cantares de Salomão é uma ode à beleza do amor heterossexual. E diversos textos explicitamente mencionam a prática do homossexualismo entre outras práticas, que pervertem o plano de Deus (1 Coríntios 6.9, Romanos 1.26-27, Gênesis 19). A Igreja Wesleyana reconhece que existem cristãos que chegam a conclusões diferentes, mas parece-nos que a grande maioria das evidências bíblicas aponta para o fato de que o plano de Deus é o de um homem e uma mulher por uma vida. Não adotamos esta perspectiva por sermos homofóbicos ou intolerantes, e sim porque estamos comprometidos a seguir os ensinamentos da Bíblia quanto ao casamento, à família e à sexualidade humana, mesmo quando estes ensinamentos forem contra as normas culturais que prevalecem nos nossos dias.</p>
<p>Alguns levantarão objeções a esta posição baseados na idéia de que pessoas aparentam nascer com suas orientações sexuais. Esta objeção, na verdade, é um apelo diferente à maneira como Deus criou as coisas: &#8220;Se Deus fez os homossexuais como eles são, como pode ser errado?&#8221; Alguns cristãos respondem à esta objeção simplesmente declarando que a orientação homossexual não é uma predisposição genética ou biológica, e sim uma escolha pessoal. A Igreja Wesleyana crê que as causas do homossexualismo provavelmente não são redutíveis à simplicidade destas explicações. A verdade é que ainda não temos as respostas quanto às causas do homossexualismo, e que provavelmente existem causas diferentes para pessoas diferentes, e que muitas vezes a causa é um amálgamo de diversos fatores.</p>
<p>No entanto, a incerteza e complexidade quanto às causas do homossexualismo não desmerecem ou comprometem a nossa posição, que a prática do homossexualismo está fora da vontade de Deus. Nem todas as propensões inatas são boas. Nem todos os padrões de comportamento que aprendemos das nossas famílias ou através de traumas na infância são desejáveis. Da mesma forma que o abuso de álcool, ou a ira descontrolada, ou uma centena de outros padrões destrutivos de comportamento podem surgir de causas diversas, ainda assim chamamos pessoas a um padrão de comportamento bíblico, e é isso o que fazemos, também, com a questão do homossexualismo. Reconhecemos com humildade a falta de certeza sobre as suas causas, porém firmemente insistimos que pela graça de Deus ainda somos chamados, e capacitados, a viver de acordo com a vontade de Deus e de acordo com os seus propósitos, revelados nas Escrituras.</p>
<h3>A Declaração</h3>
<p>Isto nos leva a uma distinção importante que pedimos que todos os Wesleyanos entendam e lembrem, à medida que pensam sobre este assunto. O pecado do homossexualismo tem a ver com a sua prática <a name="back1" href="#foot1"><sup>1</sup></a>; não tem a ver com a orientação, ou o desejo, ou a tentação. Todos nós somos tentados de diversas maneiras-alguns tentados à ganância, ou ao orgulho, ou à inveja, ou à auto-justiça. O próprio Jesus foi tentado! E a tentação em si, não é pecado; o pecado só é concretizado quando a pessoa se entrega à tentação e se envolve no comportamento pecaminoso ou atitude pecaminosa (1 Coríntios 10.13, Tiago 1.13-15). O mesmo é verdade quanto ao homossexualismo. A tentação ou desejo (ou &#8220;orientação&#8221;) para encontrar satisfação sexual com membros do mesmo sexo não é pecado, assim como qualquer outra tentação; o homossexualismo só se torna pecado quando o desejo se torna ato, através da lascívia homossexual ou da prática em si. Certamente, como Wesleyanos, cremos que pessoas com uma orientação homossexual podem ser curadas desta orientação e se tornarem heterossexuais, porém também cremos que aqueles que não forem libertados desta orientação podem ser obedientes a Cristo abstendo-se da prática do homossexualismo e vivendo em pureza sexual.</p>
<p>À medida que a Igreja Wesleyana procura responder à questão do homossexualismo e (o que é mais importante) a indivíduos homossexuais, temos como exemplo a atitude de Jesus. Da mesma maneira que Ele respondeu à mulher que foi pega em adultério com estas palavras: &#8220;&#8230;Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais&#8221; (João 8.11), clamamos a todos os Wesleyanos a lidarem com a comunidade homossexual, demonstrando uma compaixão sem limites e, ao mesmo tempo, chamando-os ao padrão bíblico de moralidade sexual. Nós não podemos, e não iremos, endossar a prática do homossexualismo como estilo de vida; da mesma forma que não podemos, e não iremos, endossar todos os outros tipos de comportamento que vão contra a vontade de Deus. Mas também não podemos, e não iremos, endossar atitudes condenatórias e cheias de ódio para com aqueles da comunidade homossexual. Este tipo de atitude, que é tão prevalente entre cristãos evangélicos, só serve para afastar ainda mais as pessoas do Deus que os ama e da comunidade onde eles o podem encontrar. Jesus foi conhecido como um &#8220;amigo de pecadores&#8221; (Lucas 7.34), e com base nisso convidamos os Wesleyanos a refletir o Seu coração a todas as pessoas que estão longe de Deus, incluindo aqueles que fazem parte da comunidade homossexual. Não abriremos mão da verdade bíblica e não endossaremos a prática do homossexualismo, mas encorajamos as nossas igrejas a serem o tipo de comunidade onde uma pessoa homossexual se sentirá querida, amada, e valorizada, e onde podem ser apresentadas ao amor de Cristo e nutridas nele e por Ele. Nossas igrejas são instruídas a permanecerem firmes nos ensinamentos bíblicos contra a prática do homossexualismo, mas também são instruídas a providenciarem generosamente o tipo de ensino, apoio, ministério, aconselhamento, e hospitalidade que pode ser usado por Deus para trazer o Seu amor redentivo àqueles que necessitam dele. A Igreja Wesleyana é populada por pecadores que reconheceram a necessidade de ter Deus em suas vidas e que estão sendo transformadas e renovadas por Ele; estendemos as mãos em boas-vindas a qualquer um que procure esta mesma graça transformadora, para operar na sua vida.</p>
<p>____________________</p>
<p><a name="foot1" href="#back1"><sup>1</sup></a> &#8220;Relacionamentos sexuais fora do casamento e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são imorais e pecaminosos. Reconhecemos a profundidade da pecaminosidade da <em>prática</em> homossexual, mas cremos que a graça de Deus é suficiente para superar tanto a <em>prática</em> em si como a perversão que leva a esta prática.&#8221; (Disciplina 410.5. Ênfase acrescentada.)</p></blockquote>
<h3>Outros artigos relevantes:</h3>
<ul>
<li><strong>CoramDeo Comentário:</strong> <a href="http://coramdeocomentario.blogspot.com/2011/06/nao-sou-homofobico.html">Não sou homofóbico &#8211; Wadislau Martins Gomes</a></li>
<li><strong>A Bíblia, o Jornal, e a Caneta:</strong> <a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/06/eu-nao-aceito-os-seus-termos.html">Eu não aceito os seus termos! &#8211; Allen Ribeiro Porto</a></li>
<li><strong>O Globo:</strong> <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/06/25/em-torno-da-causa-gay-388164.asp">Em torno da causa gay &#8211; Ricardo Noblat</a></li>
<li><strong>Tempora-Mores:</strong> <a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2008/12/genocdio-homossexual.html">Genocídio homossexual? &#8211; Solano Portela</a></li>
<li><strong>Tempora-Mores:</strong> <a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2007/06/heterofbicos-atacam-novamente.html">Heterofóbicos atacam novamente &#8211; Mauro Meister</a></li>
<li><strong>Tempora-Mores:</strong> <a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/sociedade-refm-da-viso-homossexual-de.html">A sociedade refém da visão homossexual de vida &#8211; Solano Portela</a></li>
<li><strong>Tempora-Mores:</strong> <a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/lei-da-homofilia-para-leigos.html">A lei da homofilia, para leigos &#8211; Mauro Meister</a></li>
</ul>
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		<title>Delirando além da imaginação</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das experiências mais estranhas da minha vida ocorreu em 1993, quando fui morar no Canadá pela primeira vez. Antes de começar a faculdade, passei um verão trabalhando num acampamento infantil, ajudando na manutenção e na limpeza do lugar. Havia vários outros jovens lá também, ajudando como monitores, e consequentemente estávamos sempre imersos nos dramas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1117" title="The Twilight Zone" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2010/07/the-twilight-zone-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Uma das experiências mais estranhas da minha vida ocorreu em 1993, quando fui morar no Canadá pela primeira vez. Antes de começar a faculdade, passei um verão trabalhando num acampamento infantil, ajudando na manutenção e na limpeza do lugar. Havia vários outros jovens lá também, ajudando como monitores, e consequentemente estávamos sempre imersos nos dramas que acompanham o final da adolescência, procurando respostas para questões importantíssimas de impacto global: quem gostava de quem, porque gostava dele/a e se era só empolgação ou se a coisa era séria.</p>
<p>No meio deste ambiente pouco familiar, e ainda tentando me adaptar a uma cultura bem diferente daquela na qual eu havia crescido, fui o alvo de uma acusação completamente inesperada: (aparentemente) eu havia chegado para uma das monitoras do acampamento e lhe insultado descaradamente.<span id="more-1114"></span></p>
<p>Como eu nunca havia dirigido a palavra àquela moça, é claro que estranhei a acusação, e fui tirar satisfações. A conversa foi rápida:</p>
<blockquote><p>Eu &#8211; <em>Oi, meu nome é David. Ouvi que fez acusações quanto à minha pessoa, e queria saber porquê.</em></p>
<p>Ela, me fitando com um olhar gelado &#8211; <em>Você sabe muito bem o que fez.</em></p></blockquote>
<p>E foi embora, me deixando só, coçando a cabeça e tentando imaginar por que ela inventaria tal mentira, e por que cargas dágua continuaria agindo conforme a mentira, até comigo! Para mim, uma coisa estava clara: a moça não batia bem. Ou ela:</p>
<ol>
<li>estava mentindo intencionalmente, maliciosamente procurando (por alguma razão) denegrir a minha imagem perante os outros jovens que lá trabalhavam, e estava tão intensamente dedicada à sua causa que nem na minha presença ela se permitiria admitir que estava mentindo, ou ela</li>
<li>realmente acreditava que eu tinha feito o que ela disse que fiz, e estava apenas agindo como alguém que procurava se proteger diante de uma agressão.</li>
</ol>
<p>Tenho algumas razões para crer que a segunda opção é a verdadeira. Primeiro, a história dela era detalhada, continha insultos específicos, não era apenas &#8220;Ele me xingou.&#8221; Segundo, quando fui conversar com ela, o seu semblante realmente me deu a impressão de que ela estava com raiva de mim, se sentindo ofendida por algo que eu lhe havia feito.</p>
<h3>Como explicar isso?</h3>
<p>Presumi que ela estivesse agindo conforme a segunda opção, o que me deixou com outro problema. Estava claro que, se esta opção fosse verdadeira, um de nós estava com sérios problemas na nossa percepção da realidade! Veja bem, ou:</p>
<ol>
<li>eu havia insultado a moça, usando termos específicos (cujos méritos eu não teria condições de averiguar, já que não a conhecia e nunca havia lhe dirigido a palavra), e após ter feito isso havia esquecido completamente do episódio e continuado a viver como se nada tivesse acontecido, ou</li>
<li>ela havia criado na sua mente a percepção de tal episódio, ou por meio de um sonho deveras vívido ou por causa de um delírio psicopatológico, e aceitado esta percepção como realidade, agindo sobre ela como qualquer outra pessoa agiria, tentando se defender de um acusador que não conhecia mas que lhe insultava agressivamente.</li>
</ol>
<p>É claro que creio que o que ocorreu foi, novamente, a segunda opção. E quando chegar no céu, uma das minhas primeiras perguntas pra Deus vai ser &#8220;Que diabos aconteceu ali?&#8221; Mas o que me incomoda mais que zumbido de mosquito é o fato de que até chegar lá, nunca vou saber com 100% de certeza se não fui acometido de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Tourette">síndrome de tourette</a> localizada, seguida por um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Del%C3%ADrio_(ju%C3%ADzo)">delírio</a> temporário…</p>
<p>Vocês já tiveram alguma experiência parecida? Qual a sua experiência mais estranha?</p>
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		<title>Vavá</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 15:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Re-publicando um texto meu de 26 de março de 2003, do meu primeiro blog. Um amigo meu me lembrou do texto–eu já havia esquecido–e me trouxe à mente algumas memórias boas.) Estava lendo um e-mail da minha mãe, que no momento está em Recife ajudando os meus avós a se mudarem da casa onde cresci [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1110" title="David em Recife" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2010/07/Scan0017_1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" />(<em>Re-publicando um texto meu de 26 de março de 2003, do meu primeiro blog. Um amigo meu me lembrou do texto–eu já havia esquecido–e me trouxe à mente algumas memórias boas.</em>)</p>
<p>Estava lendo um e-mail da minha mãe, que no momento está em Recife ajudando os meus avós a se mudarem da casa onde cresci para um apartamento (que ainda vão escolher).</p>
<p>É claro que fico um pouco triste por causa da perda do patrimônio, da casa onde tive tantas experiências boas, onde aprendi a subir na jambeira e nas grades, onde joguei futebol, basquete, pingue-pongue, onde tantos Comandos em Ação lutaram bravamente nas batalhas travadas entre meus amigos e eu. Foi lá que aprendi a ler e escrever, antes de ir pra escola (minha mãe me ensinou). Foi lá que aprendi a orar, decorei versos da Bíblia, e pude desfrutar da presença santa de meus avós, que são acima de tudo excelentes exemplos do que é ser um servo de Deus. Também lá pude mexer no meu primeiro computador&#8230;primitivo, mas fascinante. Aprendi a tocar um pouco de piano. Escrevi meus trabalhos de escola, que pareciam tão difíceis (Montezuma e os Aztecas, Tenochtitlán e Hernando Cortez, lembra mãe?) mas que agora seriam feitos em alguns minutos. Fiz fortalezas impenetráveis com os móveis da sala, usando as almofadas como telhado e espiando os &#8220;inimigos&#8221; pelas frestas. Tomei choque na tomada (quando era bem pequeno mesmo), machuquei a mão no fogão, caí muitas vezes e raspei os joelhos, chorei pelas mais variadas e estranhas razões. Lá comi minha primeira tapioca, bolo de laranja, pudim de leite moça, inhame, bolo de rolo (rocambole para os ignorantes), pirulito zorro, chiclete azedinho- doce de morango, feijoada, café com leite, doce de banana, doce de ameixa (cristalizado hum&#8230;), bolacha cream cracker com manteiga&#8230;jambo, jaca, carambola, pitomba, jabuticaba, mamão, melão, laranja, tamarindo&#8230;nossa, é melhor parar porque essa lista não pára nunca.<span id="more-1107"></span></p>
<p>Um dos meus maiores desejos é que eu possa um dia proporcionar um lugar assim, aconchegante, onde os meus filhos possam crescer e criar memórias felizes. Pai (ambos, o celestial e o terreno), se nunca te agradeci por isso, te agradeço agora.</p>
<p>Mas o que me chamou atenção na carta da minha mãe foi a referência que ela fez ao menino que trabalhava lá na nossa casa, quando eu era pequeno. O nome do rapaz era Vavá. Um pouco mais velho do que eu, ele devia ter uns 16 ou 17 anos quando nos mudamos de Recife para Manaus. Durante alguns anos ele teve que me aguentar: seguia o coitado enquanto ele fazia suas tarefas, enquanto limpava o quintal, enquanto comia, enfim, o tempo todo. Fazia perguntas sobre tudo, e o Vavá respondia com paciência. Quando matava uma cobra, me chamava pra ver. Quando tinha jambo na árvore, ele tirava pra mim (nessa época eu ainda era pequeno demais pra subir na jambeira). Mas durante este tempo sempre ficou claro que a nossa amizade não era normal, era uma amizade de filho de patrão e de empregado, como se a situação econômica das nossas respectivas famílias definisse uma linha que não podiamos cruzar como amigos. Nunca gostei dessa linha, sempre vi o Vavá como pessoa e não como empregado, como amigo e não como employee. Claro que ele provavelmente me via como um pirralho insolente que não o deixava em paz, mas nunca deixou isso transparecer, sempre foi muito legal comigo.</p>
<p>Hoje o meu amigo Vavá tem dois empregos: à noite ele trabalha como guarda, e de dia ele junta papel, plástico, vidro, metal, etc., pra vender. Não falo com ele há varios anos. Mas nessa semana ele está lá, ajudando minha mãe a limpar a casa, arrastando o lixo pra fora, se despedindo pela última vez daquela casa onde ele trabalhou durante alguns anos. A linha que nos separava na<br />
minha infância ainda está lá, e eu percebi hoje ao ler o e-mail, pra minha infelicidade, que eu acabei me tornando como todo o resto do mundo, e aceitando aquela linha como se fosse normal, tratando as pessoas conforme minha sociedade diz que devo tratar, isto é, baseado naquilo que elas tem ou não tem. Isso me entristece bastante, pois aquele sentimento que tinha na minha infância já me avisava que isso é completamente errado.</p>
<p>O ser humano não tem o seu valor naquilo que os outros pensam (como escrevi ontem), e muito menos naquilo que ele tem ou não tem. O ser humano tem valor porque é criatura de Deus, feita à sua imagem. O ser humano tem valor porque Deus o criou para estar em relacionamento com Ele, um relacionamento de amor, obediência, carinho, adoração, e crescimento. Nenhuma outra criatura tem esse privilégio ao ponto que o homem tem: de ter a chance de ser resgatado de uma vida de perdição eterna para uma vida de alegria eterna, tudo por esse Deus que ama e que quer estar em relacionamento com o seu povo.</p>
<p>Isso tudo é muito lindo, mas se colocássemos mesmo na prática creio que teriamos que mudar bastante a nossa maneira de tratar as pessoas. Oro pra que isso seja realidade na minha vida, estou cansado de viver dentro dos parâmetros que o mundo colocou ao meu redor, como obstáculos intransponíveis. Vou &#8220;<a href="http://www.brasileirosnaholanda.com/holanda/heroi.htm">tirar o meu dedo do dique</a>&#8221; e ver o que acontece&#8230;</p>
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		<title>Repúdio público às ações da Polícia Militar em 09.12.2009</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Queremos deixar registrado aqui o nosso repúdio pelas ações da Polícia Militar no Distrito Federal ontem, dia 9 de dezembro de 2009, ao tentarem dispersar a manifestação pedindo o impeachment do Governador José Roberto Arruda (DEM). Ao ver as imagens no vídeo abaixo, temos vergonha de como elas refletirão sobre o nosso amado país, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1093" title="Manifestacao-Brasilia-620" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/12/Manifestacao-Brasilia-620-300x175.jpg" alt="Manifestacao-Brasilia-620" width="300" height="175" />Queremos deixar registrado aqui o nosso repúdio pelas ações da Polícia Militar no Distrito Federal ontem, dia 9 de dezembro de 2009, ao tentarem dispersar a manifestação pedindo o <em>impeachment</em> do Governador José Roberto Arruda (DEM). Ao ver as imagens no vídeo abaixo, temos vergonha de como elas refletirão sobre o nosso amado país, quando mostradas (e serão mostradas) ao redor do mundo. Conforme relatos online, não houve tempo de iniciar qualquer conversa, os PMs já chegaram usando a &#8220;diplomacia por cassetete&#8221; (ou em certos casos, casco de cavalo mesmo).<span id="more-1092"></span></p>
<p>Isto é coisa de ditadura, de república de banana. Tais ações não cabem a um país que se auto-caracteriza de justo e democrático, e traem os objetivos inscritos em nossa bandeira. Usar gás lacrimogênio e spray de pimenta, e atirar com balas de borracha à queima-roupa (inclusive nos próprios repórteres filmando a manifestação) sem no mínimo tentar resolver a situação de forma pacífica é, simplesmente, deplorável.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/GF2omM4WvUY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/GF2omM4WvUY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Burra Misericórdia</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/10/19/burra-misericordia/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 02:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O deus do Velho Testamento é um tirano. É um deus que sente prazer em julgar as pessoas!&#8221; Já escutei esse tipo de comentário muitas vezes, especialmente após algumas pessoas lerem trechos do Velho Testamento como o Salmo 44.2: &#8220;Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;O deus do Velho Testamento é um tirano. É um deus que sente prazer em julgar as pessoas!&#8221;</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1082" title="judge-mean-evil-nasty-bad" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/10/judge-mean-evil-nasty-bad.bmp" alt="judge-mean-evil-nasty-bad" />Já escutei esse tipo de comentário muitas vezes, especialmente após algumas pessoas lerem trechos do Velho Testamento como o Salmo 44.2:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;</em><em>Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar os nossos antepassados.&#8221;</em> (NVI)</p>
</blockquote>
<p>O mundo usa esse tipo de afirmação como desculpa para não aceitar a Bíblia e para viver do jeito que quiser sem uma autoridade acima de sua vida.</p>
<p>Mas no fundo, esse tipo de afirmação é uma hipocrisia gigantesca! Nas frase acima existe um erro crucial que muitos não percebem&#8230;</p>
<p><strong>Essa frase pressupõe que o ato de JULGAR é algo ruim e maldoso. Será mesmo???<span id="more-1073"></span></strong></p>
<p><strong>- BURRA MISERICÓRDIA</strong></p>
<p>Será que julgar é sempre algo ruim e maligno? Olhemos a nossa sociedade atenciosamente e veremos que o julgamento é uma parte essencial da nossa convivência pacífica com o próximo!</p>
<p>Nós precisamos que as nossas cortes julguem os malfeitores. Vou dar um exemplo. Um homem estupra e mata 15 crianças. Aposto com você que não tem ninguém em sã consciÊncia que acharia injusto que esse homem fosse preso, JULGADO e condenado pelos seus atos. Ele deveria passar o resto da vida mofando na cadeia ou, pra quem acredita na pena de morte, ser executado. Se essa pessoa quebrou a lei deve pagar o seu preço, não?</p>
<p>Nesse caso fica aparente que existe um lado bom do julgamento. Aliás, podemos ir além e dizer que sem JULGAMENTO nossa sociedade seria um caos. Não haveria como cumprir as leis, cada um faria o que quisesse e o respeito pela vida do próximo seria quase inexistente. Pedofilia, assassinatos, atrocidades impensáveis e um completo desrespeito pelo próximo reinaria na terra.</p>
<p>Agora é totalmente incoerente concordarmos com o julgamento de um criminoso mas ao mesmo tempo nos revoltarmos contra Deus dizendo que Ele não tem direito nenhum de julgar.</p>
<p>Se formos pensar com carinho, na verdade Deus tem MUITO mais direito de julgar as coisas do que nós. Todos admitimos que cometemos erros, falhamos, somos egoístas e muito raramente enxergamos as situações por completo. No entanto, confiamos nossas vidas nas mãos de juízes e governantes tão falhos como nós! Em contrapartida achamos que Deus, que é perfeito, não comete erros e sabe o que é o melhor para nós, não é capaz nem responsável por nos julgar.</p>
<p>Tudo bem se nós condenarmos um estuprador, mas Deus não pode condená-lo? Seria errado Deus erradicar o mal, mas tudo bem se nós seres humanos nos encarregarmos dessa tarefa?</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1083" title="stupid01" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/10/stupid01.gif" alt="stupid01" width="294" height="220" />Que burrice! Nos rendemos a justiça e julgamento humano, mas não aceitamos o julgamento divíno. Ou seja, esperamos que nossos tribunais e magistrados sejam duros, apliquem a lei com fidelidade e precisão, mas quando falamos de Deus queremos que Ele passe a mão na cabeça do mundo, nos inimigos de seu povo e engula a sua ira pois Ele não deve julgar ou aplicar as suas leis.</p>
<p>Pra mim isso é uma busca por uma misericórdia burra e ilógica. Deus tem suas leis, mas nós queremos que Ele não nos julgue através delas. Simultaneamente afirmamos que somos bons o suficiente para julgar os outros em cima de leis que nós inventamos.</p>
<p>Enxergam a discrepância?</p>
<p>Engraçado quando as pessoas apontam o dedo pra Deus e dizem que Ele não tem direito de julgar. É uma busca inútil por uma burra misericórdia. Uma misericórdia de Deus que é vazia e incoerente.</p>
<p>Vamos parar de colocar expectativas sobre Deus que nós não ousamos nem colocar sobre nós mesmos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Missões em Crise!</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/09/23/missoes-em-crise/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 01:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o tema de dois posts atrás, e reconhecendo que nos últimos tempos temos faltado em produzir conteúdo novo por aqui, mato os dois coelhos com uma postadada só e recomendo esta série de artigos do digníssimo Allen Porto, colega meu no CPAJ e namorado de uma das mulheres mais ferozes do planeta (e ai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1064" title="Crise" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/09/crise-terre-en-lambeaux-300x250.jpg" alt="Crise" width="300" height="250" />Continuando o tema de dois posts atrás, e reconhecendo que nos últimos tempos temos faltado em produzir conteúdo novo por aqui, mato os dois coelhos com uma postadada só e recomendo esta série de artigos do digníssimo Allen Porto, colega meu no CPAJ e namorado de uma das mulheres mais ferozes do planeta (e ai de mim se ela ler isso).</p>
<p>O Allen é graduado em teologia pelo Instituto Superior de Teologia Reformada (INSTER), estudante de Direito, pós-graduado em História da Igreja pela Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITRef), mestrando em Teologia Filosófica pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper &#8211; Mackenzie. É membro da Igreja Batista Renascença, em São Luís &#8211; Maranhão, onde serve junto à equipe pastoral. Além de tudo isso, tem um blog que deveria estar entre as suas assinaturas: <a href="http://allenporto.blogspot.com/">A Bíblia, o Jornal, e a Caneta</a>.</p>
<p>Vou parar de encher a bola do Allen, aqui estão os links para os artigos na série <strong>Missões em Crise</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-0.html">Introdução</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-1.html">O Arminianismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-2.html">O Esquerdismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-o-cientificismo.html">O Cientificismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-4.html">O Anti-Intelectualismo</a></li>
<li><a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/09/missoes-em-crise-5.html">A Redução do Evangelho a Questões Sociais</a></li>
</ul>
<p>Não sei se a série terminou ou se ainda vai ser concluída, porém o que já está lá da pra pensar bastante sobre o assunto. Leiam e comentem (lá ou aqui, o Allen está sem muita coisa pra fazer e adora responder comentários &#8212; agora quem vai me matar é ele!).</p>
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		<item>
		<title>Proclamando a nossa (in)dependência</title>
		<link>http://mastigue.com/2009/09/07/proclamando-a-nossa-independencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 01:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mastigando]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[independência]]></category>

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		<description><![CDATA[A pintura é de Pedro Américo, feita em 1888 e orgulhosamente entitulada Independência ou Morte! É uma majestosa lembrança daquele dia onde as tensões decorrentes da tirania continental chegaram ao seu ápice, culminando no brado que deu nome à figura e rompendo até laços familiares. Já passei tantos dias 7 de setembro longe do Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1020" title="Independencia ou Morte - Pedro Américo" src="http://mastigue.com/wp-content/uploads/2009/09/Independencia_ou_Morte_-_Pedro_Americo.jpg" alt="Independencia ou Morte - Pedro Americo" width="550" height="292" /></p>
<p>A pintura é de Pedro Américo, feita em 1888 e orgulhosamente entitulada <em>Independência ou Morte!</em> É uma majestosa lembrança daquele dia onde as tensões decorrentes da tirania continental chegaram ao seu ápice, culminando no brado que deu nome à figura e rompendo até laços familiares.</p>
<p>Já passei tantos dias 7 de setembro longe do Brasil que não me acostumei a celebrá-los. Sempre recebia e-mails com alguma referência ao feriado, mas nunca gastei muito tempo pensando sobre o dia, a celebração do mesmo, ou sobre as idéias que giram em torno do próprio princípio da liberdade que foi proclamada. Pois bem, neste ano, de volta à minha terra, circundado por outras pessoas interessadas em celebrar esta data, pude pensar um pouco sobre o legado que Dom Pedro I nos deixou e as implicações da nossa idéia de <em>independência</em>.<span id="more-1019"></span></p>
<h3>Da independência nacional para o nacionalismo independente</h3>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/E4YiewG4z1Y&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/E4YiewG4z1Y&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Após assistir o discurso do Presidente ontem à noite, olhei um pouco o <a href="http://www.planalto.gov.br/setedesetembro/">site oficial do planalto para as celebrações de hoje</a>. Certas coisas me ocorreram:</p>
<ul>
<li>Não há, no site mencionado acima, nenhum resumo da história da independência do Brasil. Há informações sobre a história da bandeira, do hino, etc. Mas quem não conhece a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_do_Brasil">história da independência</a> em si, se depender do site, vai ficar ignorante mesmo.</li>
<li>Na programação oficial para as celebrações haviam enxertado celebrações quanto ao &#8220;Ano da França no Brasil&#8221;. Quem conhece história sabe que apenas alguns anos antes de declararmos independência, a nossa pátria mãe (Portugal) estava sendo atropelada pelo exército Napoleônico. É irônico (no sentido Alanis) ou não é?</li>
<li>O Presidente Lula falou bastante sobre a riqueza brasileira, não só no <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u440468.shtml">pré-sal</a>, mas elogiando a qualidade de serviço e <em>know-how</em> da própria <a href="http://www.petrobras.com">Petrobrás</a>. Se empolgou com a economia e a diminuição do desemprego, mencionou as taxas de juros baixas, e discorreu sobre as melhorias sociais dos últimos anos.</li>
<li>É só no finalzinho do seu pronunciamento que o Presidente fala sobre a independência e sobre o 7 de setembro, dizendo:</li>
</ul>
<blockquote><p>Queridas brasileiras e queridos brasileiros, é tempo de ampliarmos ainda mais a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro. Viva o 7 de setembro!</p></blockquote>
<p>A impressão que ficou, pelo menos para mim, é que a celebração de hoje tem mais a ver com a nação que somos agora do que com o que éramos na época da independência. Na verdade isto faz muito sentido, já que o nosso relacionamento com Portugal é completamente diferente hoje do que era em 1822. Mesmo assim, a mudança de foco é aparente. O estranho é que o Presidente nos chama para tirarmos a independência empoeirada da prateleira e a continuar sendo independentes, reinventando-nos a cada dia, caminhando segura e <em>soberanamente</em> para o futuro. A idéia de independência, ao servir este propósito, vira uma noção geral de falta de controles, falta de compulsões internas ou externas que ajam sobre o nosso país.</p>
<p>Mas é isso mesmo o que queremos? Queremos estar independentes de tudo? Pois, se somos conclamados a ser independentes, mas não fica claro <em>do que</em> precisamos deixar de ser dependentes, essa linha acaba na anarquia total.</p>
<h3>Liberdade e soberania/autonomia não são equivalentes</h3>
<p>Tive o grande prazer de participar, na semana passada, do módulo <em>A Sina da Liberdade na Filosofia Moderna</em> do <a href="http://www.mackenzie.br/teologia.html">CPAJ</a>, lecionado pelo Dr. Davi Charles Gomes. No decorrer das aulas examinamos como a idéia da liberdade foi se transformando ao longo dos anos à medida que passou por diversas cabeças. A nossa idéia de independência e a sua ligação com a soberania está relacionada à idéia iluminista (racionalista) da liberdade, que associa liberdade com autonomia, ou seja, a capacidade de ser uma lei para si mesmo (<em>auto</em>=si, <em>nomos</em>=lei), de decidir o que é certo ou errado sozinho. A falta de fatores externos limitantes, ou seja, a <em>independência</em> de qualquer outra pessoa ou sistema na hora de tomar decisões, é que é vista como a verdadeira liberdade. Recomendo a matéria a todos que tiverem interesse no bloco ideológico fundamental sob o qual foi construída toda a nossa política e sociedade ocidental.</p>
<p>A Bíblia nos dá uma definição de liberdade completamente contrária à que está acima:</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-28081">17</sup>Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;<sup id="pt-AA-28082"> 18</sup>e <em>libertos</em> do pecado, fostes feitos servos da justiça.<sup id="pt-AA-28083"> 19</sup>Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois assim como apresentastes os vossos membros como servos da impureza e da iniqüidade para iniqüidade, assim apresentai agora os vossos membros como servos da justiça para santificação. &#8211; <strong>Romanos 6.17-19</strong> (ênfase minha)</p></blockquote>
<p>Ao invés de sermos <em>soberanos</em> ou <em>autônomos</em>, Paulo diz que logo que somos libertos do pecado somos feitos <em>servos</em> da justiça. A idéia de liberdade e independência de Paulo não é uma coisa nebulosa ou sem direção, é claramente liberdade <em>de</em> alguma coisa e <em>para</em> outra coisa. Vemos isso nos versos que seguem:</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-28084">20</sup>Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres em relação à justiça.<sup id="pt-AA-28085"> 21</sup>E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? pois o fim delas é a morte.<sup id="pt-AA-28086"> 22</sup>Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. <sup id="pt-AA-28087">23</sup>Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor. &#8211; <strong>Romanos 6.20-23</strong></p></blockquote>
<p>Normalmente não pensamos em liberdade nestes termos. Estamos acostumados a equiparar a liberdade com a autonomia, a soberania, e a auto-determinação. Compramos a idéia da nossa sociedade, onde vencer na vida e ser <em>livre</em> significa não ter que obedecer a ninguém, traçar os seus próprios caminhos, controlar o seu futuro. Mas olhando estes versos só por cima, já descobrimos tremendas diferenças entre este ideal e a real liberdade que Deus nos dá:</p>
<ul>
<li>É Deus que liberta&#8230;ninguém liberta a si mesmo. (18)</li>
<li>Somos libertos para sermos <em>servos</em> da justiça, (18) <em>servos</em> de Deus (22).</li>
<li>Como servos da justiça, os frutos da servidão ao pecado não contam mais contra nós. (22)</li>
</ul>
<p>O Dia da Independência do Brasil já está quase acabando, mas não consigo matar as perguntas que foram criadas na minha cabeça. Para onde o Brasil estará caminhando, &#8220;soberanamente&#8221;? Talvez possamos fazer alguma diferença nisso se, ao invés de reinvidicarmos a nossa liberdade absoluta e de focalizarmos as nossas energias na nossa <em><strong>in</strong></em>dependência, <strong><em>proclamarmos</em></strong> ao nosso país e aos outros países do mundo a nossa <em><strong>dependência</strong></em> em Deus e a libertação que Ele nos deu. De agora em diante, para mim, o 7 de setembro será o <em>Dia da Dependência</em>. Minha oração é que um dia este seja o reconhecimento do nosso país, também.</p>
<blockquote><p><sup id="pt-AA-16458">5</sup>Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.<sup id="pt-AA-16459"> 6</sup>Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.<sup id="pt-AA-16460"> 7</sup>Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.<sup id="pt-AA-16461"> 8</sup>Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos. &#8211; <strong>Provérbios 3.5-8</strong></p></blockquote>
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