Natal: uma reusurpação

No caminho para BelémViva! Está chegando aquela festa que originalmente celebrava o solstício de inverno, festa usurpada pela Igreja Católica Apostólica Romana para celebrar o nascimento de Cristo (todavia retendo muitos dos símbolos e tradições do festival pagão original), festa usurpada pelo consumismo pós-moderno da nossa cultura, com seu foco no Papai Noel e nos presentes.

Podemos celebrar nesse dia? Sim! Mas o façamos de olhos abertos para o fato de que ele muito provavelmente não representa a data certa para o nascimento de Cristo, e com a compreensão de que o uso de muitos símbolos na nossa tradição, cristã, não tem nada a ver com o que aqueles símbolos significavam para as culturas de onde foram extraídos.

Façamos, então, uma reusurpação consciente e agressiva de uma festa que hoje se encontra repaganizada, usando a oportunidade para celebrar não o simples nascimento de uma criança, e sim a Encarnação do Verbo. A segunda pessoa da Trindade, que existe desde toda a eternidade e que, num dia há mais ou menos dois mil anos, “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.” (Filipenses 2.7-8)

Essa boa-nova não tem limites de hora, dia, mês ou ano para ser divulgada. Emanuel: Deus conosco. Que o dia 25 seja apenas um dos dias em que você festeja essa maravilha, compartilhando-a com os seus familiares, amigos, colegas de trabalho e estudo, enfim, com o mundo!

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4 comentários

  1. Para os reformados qual é o significado da arvore de natal?
    É licito tê-la em casa durante o período de natal?
    Ou não se deve monta-la?
    Existem alguns pastores que são contra, qual a sua opinião??

    obrigada
    Mercedes

  2. Ao invés de reusurpar aquilo que nunca foi nosso, recomendo não se amoldar ao padrão deste mundo (Rm 12.2). Não precisamos dessa festa, se assim o fosse teríamos uma clara e inequívoca prescrição bíblica para celebrá-la da forma correta. Mas não temos.
    Por que comemorarmos? Para agradar as pessoas: nossos parentes, vizinhos, irmãos cristãos e desagradarmos a Deus?

  3. Querido irmão Rogério –

    Colossenses 2.16-23 nos ensina: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus. Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.”

    Veja bem, não estou advogando cultos de Natal ou que as celebrações usurpem o culto solene. Mas o texto acima deixa claro que a liberdade em Cristo nos permite comer e beber, celebrar, manusear, provar, e tocar, e que as proibições que temos a tendência de fazer a essas coisas é que são “preceitos e doutrinas dos homens”. E se sujeitar a estas proibições é que é chamado de “viver no mundo”! Sim, sejamos transformados pela renovação das nossas mentes, para que não caiamos no mesmo legalismo dos fariseus, criando regras para o que os outros podem ou não fazer e julgando que isso tem algum valor ascético ou espiritual.

    Que Deus derrame as mais ricas bênçãos sobre a sua vida.

    Abraços,

    – David

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