Melhor que o original

Arquivado Sob (Mastigando, Música) por David em 23-01-2012

Confesso que me desanimo ao ouvir muito do que passa por “música” hoje em dia. Talvez sejam as letras idiotas (como “Ai se eu te pego”, de Michel Teló), ou o desrespeito à minha fé (“Judas”, da Lady Gaga), ou simplesmente a banalidade sacana que permeia a indústria, como se sexo (ou falar de sexo) fosse a única forma de vender música no mercado atual. No entanto, tenho me surpreendido com alguns covers feitos por artistas que nasceram e cresceram no YouTube. Lá, há uma oportunidade enorme de ter o seu talento reconhecido e de construir uma base mundial de fãs, que demonstra o seu apoio pelo artista comprando as suas música no iTunes ou comparecendo pessoalmente a um show, nas suas turnês.

Algumas das músicas que seguem eu não escutaria a gravação original mais do que uma vez. Outras já eram músicas das quais eu gostava. Mas, em ambos os casos, o cover ficou tão bom que impulsionou a compra no iTunes e um lugar permanente no meu playlist. Nos exemplos abaixo, incluo o original à esquerda e o cover à direita, para permitir a comparação.

Leia o resto deste artigo »

Sem medo de ser poeta

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 10-12-2011

Jairo de Carvalho Portela e Valderez Sena Portela (2007)

Desde que me dei por gente, minha vida tem sido tocada por palavras que escapavam da caneta do meu avô e faziam morada no papel, gentilmente e cuidadosamente colocadas em ordem, frase, e verso, pelo primeiro poeta que conheci. Na infância, nunca tive a impressão de que estas obras eram algo diferente ou fora do normal. Meu avô escrevia poesias…não era isso o que todos os avôs faziam?

Leia o resto deste artigo »

Steve Jobs, transcendência e imanência

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 06-10-2011

Fonte: Apple

Nas últimas horas fui surpreendido com a emoção que a morte de Steve Jobs causou em mim. Nunca o conheci pessoalmente. Em 2001 estive na conferência Macworld, em Nova Iorque, pouco antes dos ataques de 11 de setembro, e tive a oportunidade de presenciar o seu brilho enquanto Steve fazia o que mais gostava de fazer: apresentar ao mundo uma nova invenção, na qual havia investido inúmeras horas e quantidades inestimáveis de energia. Seu amor pela Apple e pelos produtos que criou, junto com a sua equipe, transparecia claramente. Não havia nada de forçado ou falso em sua apresentação, e era óbvio que ele realmente acreditava que as suas inovações tecnológicas representavam não apenas uma revolução na indústria, mas uma contribuição importante para a nossa civilização, mudando o nosso jeito de trabalhar, divertir e relacionar.

Leia o resto deste artigo »

Uma resposta bíblica ao homossexualismo

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 26-06-2011

O texto que segue não é de autoria minha, é uma tradução que fiz da posição da Igreja Wesleyana nos Estados Unidos quanto ao homossexualismo. Mas concordo plenamente com suas argumentações e recomendações, e achei importante e necessário divulgá-lo, especialmente nesses dias onde a celebração desse “estilo de vida” atinge um ritmo frenético. Depois do texto, incluo links para alguns artigos interessantes, e talvez mais relevantes, à situação brasileira. Minha esperança é que possamos pensar sobre o assunto com base nas Escrituras, firmes nos seus ensinamentos e nas suas verdades, mas rejeitando a retórica cheia de ódio que muitas vezes encontramos em ambos os lados.

Leia o resto deste artigo »

Delirando além da imaginação

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 29-07-2010

Uma das experiências mais estranhas da minha vida ocorreu em 1993, quando fui morar no Canadá pela primeira vez. Antes de começar a faculdade, passei um verão trabalhando num acampamento infantil, ajudando na manutenção e na limpeza do lugar. Havia vários outros jovens lá também, ajudando como monitores, e consequentemente estávamos sempre imersos nos dramas que acompanham o final da adolescência, procurando respostas para questões importantíssimas de impacto global: quem gostava de quem, porque gostava dele/a e se era só empolgação ou se a coisa era séria.

No meio deste ambiente pouco familiar, e ainda tentando me adaptar a uma cultura bem diferente daquela na qual eu havia crescido, fui o alvo de uma acusação completamente inesperada: (aparentemente) eu havia chegado para uma das monitoras do acampamento e lhe insultado descaradamente.

Leia o resto deste artigo »

Vavá

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 20-07-2010

(Re-publicando um texto meu de 26 de março de 2003, do meu primeiro blog. Um amigo meu me lembrou do texto–eu já havia esquecido–e me trouxe à mente algumas memórias boas.)

Estava lendo um e-mail da minha mãe, que no momento está em Recife ajudando os meus avós a se mudarem da casa onde cresci para um apartamento (que ainda vão escolher).

É claro que fico um pouco triste por causa da perda do patrimônio, da casa onde tive tantas experiências boas, onde aprendi a subir na jambeira e nas grades, onde joguei futebol, basquete, pingue-pongue, onde tantos Comandos em Ação lutaram bravamente nas batalhas travadas entre meus amigos e eu. Foi lá que aprendi a ler e escrever, antes de ir pra escola (minha mãe me ensinou). Foi lá que aprendi a orar, decorei versos da Bíblia, e pude desfrutar da presença santa de meus avós, que são acima de tudo excelentes exemplos do que é ser um servo de Deus. Também lá pude mexer no meu primeiro computador…primitivo, mas fascinante. Aprendi a tocar um pouco de piano. Escrevi meus trabalhos de escola, que pareciam tão difíceis (Montezuma e os Aztecas, Tenochtitlán e Hernando Cortez, lembra mãe?) mas que agora seriam feitos em alguns minutos. Fiz fortalezas impenetráveis com os móveis da sala, usando as almofadas como telhado e espiando os “inimigos” pelas frestas. Tomei choque na tomada (quando era bem pequeno mesmo), machuquei a mão no fogão, caí muitas vezes e raspei os joelhos, chorei pelas mais variadas e estranhas razões. Lá comi minha primeira tapioca, bolo de laranja, pudim de leite moça, inhame, bolo de rolo (rocambole para os ignorantes), pirulito zorro, chiclete azedinho- doce de morango, feijoada, café com leite, doce de banana, doce de ameixa (cristalizado hum…), bolacha cream cracker com manteiga…jambo, jaca, carambola, pitomba, jabuticaba, mamão, melão, laranja, tamarindo…nossa, é melhor parar porque essa lista não pára nunca.

Leia o resto deste artigo »

Repúdio público às ações da Polícia Militar em 09.12.2009

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 10-12-2009

Manifestacao-Brasilia-620Queremos deixar registrado aqui o nosso repúdio pelas ações da Polícia Militar no Distrito Federal ontem, dia 9 de dezembro de 2009, ao tentarem dispersar a manifestação pedindo o impeachment do Governador José Roberto Arruda (DEM). Ao ver as imagens no vídeo abaixo, temos vergonha de como elas refletirão sobre o nosso amado país, quando mostradas (e serão mostradas) ao redor do mundo. Conforme relatos online, não houve tempo de iniciar qualquer conversa, os PMs já chegaram usando a “diplomacia por cassetete” (ou em certos casos, casco de cavalo mesmo).

Leia o resto deste artigo »

Burra Misericórdia

Arquivado Sob (Mastigando) por Daniel em 19-10-2009

“O deus do Velho Testamento é um tirano. É um deus que sente prazer em julgar as pessoas!”

judge-mean-evil-nasty-badJá escutei esse tipo de comentário muitas vezes, especialmente após algumas pessoas lerem trechos do Velho Testamento como o Salmo 44.2:

Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar os nossos antepassados.” (NVI)

O mundo usa esse tipo de afirmação como desculpa para não aceitar a Bíblia e para viver do jeito que quiser sem uma autoridade acima de sua vida.

Mas no fundo, esse tipo de afirmação é uma hipocrisia gigantesca! Nas frase acima existe um erro crucial que muitos não percebem…

Essa frase pressupõe que o ato de JULGAR é algo ruim e maldoso. Será mesmo???

Leia o resto deste artigo »

Missões em Crise!

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 23-09-2009

CriseContinuando o tema de dois posts atrás, e reconhecendo que nos últimos tempos temos faltado em produzir conteúdo novo por aqui, mato os dois coelhos com uma postadada só e recomendo esta série de artigos do digníssimo Allen Porto, colega meu no CPAJ e namorado de uma das mulheres mais ferozes do planeta (e ai de mim se ela ler isso).

O Allen é graduado em teologia pelo Instituto Superior de Teologia Reformada (INSTER), estudante de Direito, pós-graduado em História da Igreja pela Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITRef), mestrando em Teologia Filosófica pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper – Mackenzie. É membro da Igreja Batista Renascença, em São Luís – Maranhão, onde serve junto à equipe pastoral. Além de tudo isso, tem um blog que deveria estar entre as suas assinaturas: A Bíblia, o Jornal, e a Caneta.

Vou parar de encher a bola do Allen, aqui estão os links para os artigos na série Missões em Crise:

Não sei se a série terminou ou se ainda vai ser concluída, porém o que já está lá da pra pensar bastante sobre o assunto. Leiam e comentem (lá ou aqui, o Allen está sem muita coisa pra fazer e adora responder comentários — agora quem vai me matar é ele!).

Proclamando a nossa (in)dependência

Arquivado Sob (Mastigando) por David em 07-09-2009

Independencia ou Morte - Pedro Americo

A pintura é de Pedro Américo, feita em 1888 e orgulhosamente entitulada Independência ou Morte! É uma majestosa lembrança daquele dia onde as tensões decorrentes da tirania continental chegaram ao seu ápice, culminando no brado que deu nome à figura e rompendo até laços familiares.

Já passei tantos dias 7 de setembro longe do Brasil que não me acostumei a celebrá-los. Sempre recebia e-mails com alguma referência ao feriado, mas nunca gastei muito tempo pensando sobre o dia, a celebração do mesmo, ou sobre as idéias que giram em torno do próprio princípio da liberdade que foi proclamada. Pois bem, neste ano, de volta à minha terra, circundado por outras pessoas interessadas em celebrar esta data, pude pensar um pouco sobre o legado que Dom Pedro I nos deixou e as implicações da nossa idéia de independência.

Leia o resto deste artigo »